
Estudos realizados em diversas culturas (café, soja, milho, aveia, pinus e eucalipto), apresentados parcialmente nos trabalhos de Alves
et al. (2000), Queiroz
et al. (2002) e Costa
et al. (2004), permitiram desenvolver uma metodologia simples, fundamentada na detecção e quantificação espectrofotométrica do ácido chiquímico, para determinar se as plantas apresentam intoxicação por glifosato. Os estudos indicaram que a metodologia é funcional, permitindo detectar a acumulação do ácido chiquímico mesmo quando as quantidades de glifosato absorvidas são inferiores às necessárias para promover reduções de crescimento. Avaliações complementares do efeito de subdoses do glifosato indicaram, em ambientes protegidos, estímulos de crescimento na maioria das espécies testadas quando receberam doses de glifosato entre 1,8 e 36 g e.a./ha (
Figura 1). Em condições de campo, os resultados têm sido erráticos possivelmente, segundo os autores, em função da limitação do orvalho e chuva para a absorção do glifosato em doses tão baixas. Esse herbicida necessita de um intenso gradiente de concentrações para que a fase inicial de penetração da

cutícula ocorra rapidamente. Isso mostra claramente que o produto, quando em subdoses, tende a agir como estimulante de crescimento, não causando efeito deletério às plantas.
Em praticamente todos os trabalhos experimentais envolvendo o uso do glifosato comparativamente à capina manual ou ao controle mecânico o produto mostrou-se muito mais efetivo no controle, mais econômico e vantajoso e sempre se destacando entre os tratamentos mais produtivos.
Figura 1: Plantas de eucalipto submetidas à dose de 7,2 g e.a./ha de glifosato, em casa de vegetação.
FCA, Unesp, Botucatu, Queiroz et al. (2002).
Desde que o glifosato seja aplicado de forma adequada, utilizando a tecnologia de aplicação e doses recomendadas, não existe absolutamente nenhum efeito sobre plantas não-alvos. Eventuais derivas do produto devem ser evitadas pelo aplicador, que deve fazer uso de equipamentos corretos e realizar as aplicações em condições climáticas favoráveis. A utilização do produto conforme recomendação de bula não representa risco potencial de redução no crescimento, desenvolvimento e produtividade das culturas para as quais o produto é registrado.