À exceção da característica introduzida - que hoje pode ser a tolerância a um herbicida ou a resistência a pragas e doenças - não há diferenças entre as plantas geneticamente modificadas e as convencionais. Ambas brotam e crescem da mesma forma. A FAO, agência das Nações Unidas para alimentação, e a Organização Mundial de Saúde (OMS) desenvolveram o critério da equivalência substancial, que tem orientado a análise da segurança alimentar dos alimentos provenientes da biotecnologia. Por esses critérios, as plantas geneticamente modificadas desenvolvidas até o momento têm composição equivalente às variedades convencionais. Isso significa que essas plantas geneticamente modificadas são tão seguras quanto seus equivalentes convencionais.
Sim. No caso dos Estados Unidos, três instituições são responsáveis pela certificação da segurança alimentar e ambiental dos transgênicos, depois da análise rigorosa dos documentos fornecidos pelas empresas interessadas, fiscalização dos respectivos laboratórios e estações de pesquisa: FDA (Food and Drug Administration), USDA (US Department of Agriculture) e EPA (Environmental Protection Agency).
No Brasil, o órgão responsável pela aprovação para testes e plantio comercial de plantas geneticamente modificadas é a CTNBio - Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, subordinada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com representantes da comunidade científica e de diversos ministérios, entre eles o da Saúde e o do Meio Ambiente.
As plantas aprovadas até o momento para plantio e consumo apresentam características e composição equivalentes às convencionais. Os especialistas ligados a entidades de renome como FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), OMS (Organização Mundial da Saúde) e outras entidades internacionais, como a Comissão Científica da União Europeia, vêm avaliando a segurança dos alimentos derivados dessas plantas e têm afirmado que os mesmos são tão seguros para consumo quanto aqueles provenientes das plantas convencionais. Os aspectos de segurança são avaliados durante cada uma das etapas de desenvolvimento e produção das plantas. Os resultados das pesquisas e dos testes específicos são revisados e avaliados de maneira criteriosa pelas entidades de regulamentação por meio da aprovação desses produtos para consumo humano e animal. Apenas os produtos considerados seguros são aprovados em escala comercial.
Diversas instituições internacionais de renome apoiam a biotecnologia e os produtos derivados do uso dessa técnica. Entre elas estão a Organização para Alimentos e Agricultura das Nações Unidas (FAO), a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Comissão sobre Assuntos Jurídicos e Direitos do Cidadão do Parlamento da União Europeia. Em 2000, sete academias de Ciências, incluindo a do Brasil, divulgaram relatório defendendo a adoção de plantas geneticamente modificadas/ transgênicas.
No Brasil, a comunidade científica também apoia a biotecnologia. Em junho de 2003, mais de 300 cientistas assinaram carta em defesa da biotecnologia e das pesquisas com transgênicos.
A biotecnologia agrícola tem o apoio de entidades como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Universidade de São Paulo, a Universidade Federal de Minas Gerais, a Sociedade Rural Brasileira e a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA). A essas vozes se somaram outras de prestígio internacional como Norman Ernest Borlaug (1914 – 2009), Prêmio Nobel da Paz que por anos esteve à frente da Fundação Sasakawa, criada para ajudar o desenvolvimento agrícola na África.
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