Meio ambiente


Meio ambiente
  • Qual é a influência no ambiente da biotecnologia aplicada à agricultura?

    O cultivo de plantas geneticamente modificadas contribui para a preservação do ambiente ao reduzir a necessidade de aplicação de insumos químicos e ao facilitar a adoção, no caso da tecnologia Roundup Ready, de práticas conservacionistas como a do plantio direto.

    Os agricultores brasileiros cultivaram 15 milhões de hectares de lavouras transgênicas em 2007, dos quais 14,5 milhões de hectares com soja e 500 mil hectares com algodão. O milho transgênico só começou a ser plantado no segundo semestre de 2008, seguindo a aprovação governamental. Dos 21 milhões de hectares de soja plantados no Brasil na safra 07/08, a soja transgênica (RR) representou 63% da área, trazendo redução de 3,1 bilhões de litros no uso de água. No período 26,2 milhões de litros de óleo diesel deixaram de ser consumidos e também observou-se a não liberação de 67,5 mil toneladas de CO2. Os dados são da Consultória Céleres.

  • Haverá o surgimento de superpragas nas culturas geneticamente modificadas?

    Estudos e testes de campo foram e são conduzidos para avaliar esta possibilidade. Todas as conclusões confirmam que as plantas aprovadas não apresentam tais riscos. Existe, além disso, um rigoroso controle posterior à liberação comercial dessas plantas. Aquelas que naturalmente eliminam pragas agrícolas são cultivadas em regime de manejo integrado, de modo a respeitar o equilíbrio ambiental.

  • Como ficam os insetos ou outros seres vivos do ambiente nas culturas geneticamente modificadas?

    Diversos produtos desenvolvidos pela biotecnologia e que já receberam aprovação para plantio e consumo comercial são resistentes a insetos-pragas, como as variedades conhecidas como Bt. Elas receberam um gene que permite à planta sintetizar uma proteína que mata determinados insetos-praga, mas que não tem efeito sobre os demais insetos ou outros seres vivos.

  • A Monsanto realiza testes no Brasil?

    A Monsanto, assim como outras empresas de biotecnologia, realiza testes no Brasil, monitorados pelas autoridades federais. A empresa conta com 20 unidades de pesquisa, armazenagem e/ou processamento de sementes convencionais e/ou transgênicas em diversos Estados brasileiros, como Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Tocantins e Alagoas, além de dispor de mais de 100 campos de testes de soja, milho, sorgo, algodão, cana-de-açúcar e plantio direto.

  • Como fica o uso de agroquímicos nas culturas geneticamente modificadas?

    As culturas geneticamente modificadas/transgênicas são um poderoso agente da redução do uso de agroquímicos. Segundo estudo conduzido pela PG Economics em 2005, no Reino Unido, "Lavouras GM: Impactos Econômicos e Ambientais no Brasil e no Mundo - Os Primeiros Nove Anos, de 1996-2004", as lavouras geneticamente modificadas reduziram o volume de aplicação de inseticidas em 6%, desde 1996, todo o mundo. Foram poupadas 172,5 mil toneladas de produtos segundo o estudo, o equivalente a 1.514 vagões de carga carregados com os princípios ativos de inseticidas. No Brasil, segundo estimativas da consultoria Céleres, o volume de herbicidas usados na lavoura de soja transgênica diminuirá em cerca de 35 mil toneladas entre 2008 e 2017.

    O levantamento do Centro Nacional para Políticas Agrícolas e Alimentares (NCFAP - Nacional Center for Food and Agricultural Policy), publicado em novembro de 2005, cita o estudo de W. Mullins, que compara o algodão Bollgard®, resistente a insetos-pragas, com seu similar convencional nas lavouras norte-americanas, confirmando as vantagens econômicas e agronômicas do algodão resistente a insetos. As análises indicam que o algodão Bollgard® reduziu o uso de inseticidas em 2,32 aplicações por hectare, economizando US$ 35,40. Pesquisa feita na região do Cotton Belt, nos EUA, indicarou que, pelo uso do algodão Bollgard, os agricultores americanos já conseguiram reduzir em 12% o uso de inseticidas desde que as primeiras variedades geneticamente modificadas/transgênicas foram introduzidas.

    Em 2003, um estudo divulgado pela Universidade de Bonn, na Alemanha, mostrou que, no caso do algodão geneticamente modificado, o volume de inseticida aplicado foi três vezes menor que o das plantações convencionais (economia de US$ 30 por hectare), o que representa uma economia de quase 70% do produto comercial e também da presença de ingredientes ativos na planta. A maior parte da redução foi de substâncias químicas altamente tóxicas.

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  • As plantas geneticamente modificadas provocam poluição genética?

    As plantas geneticamente modificadas não provocam poluição genética porque o potencial de cruzamento não depende da característica introduzida por técnicas de engenharia genética na planta, mas sim do sistema de polinização - que pode ser autofecundação, polinização por insetos ou pelo vento. A soja, por exemplo, é uma espécie predominantemente autopolinizável e, portanto, inviabiliza a possibilidade de cruzamento com outras plantas de soja ou de qualquer outra espécie.

  • Existem pesquisas brasileiras sobre o impacto das lavouras geneticamente modificados em nosso ecossistema?

    O Brasil dispõe de estudos científicos sobre o comportamento das culturas geneticamente modificadas/transgênicas em solo nacional, tanto em relação ao ambiente como para a saúde humana. Pesquisas e testes de campo vêm sendo conduzidos pela Embrapa (Embrapa-Soja, Embrapa-Cerrados, Embrapa-Trigo, Embrapa-Meio Norte), pela Cooperativa Central Agropecuária de Desenvolvimento Técnico e Econômico (Coodetec), Syngenta, DuPont, universidades federais (como a Universidade Federal de Viçosa e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul), estaduais, institutos de pesquisa, como o Iapar, no Paraná, e o IAC, em São Paulo, e pela própria Monsanto, quando, após ter aprovados experimentos de campo com novas tecnologias junto à CTNBio, inicia os estudos em áreas no Brasil.