Meio ambiente


Meio ambiente
  • Qual é a influência no ambiente da biotecnologia aplicada à agricultura?

    O cultivo de plantas geneticamente modificadas contribui para a preservação do meio-ambiente ao reduzir a necessidade de aplicação de insumos químicos e ao facilitar a adoção, no caso da tecnologia Roundup Ready, de práticas conservacionistas, como a do plantio direto.

    Na safra 2011/2012, os agricultores brasileiros devem cultivar 31,3 milhões de hectares de lavouras transgênicas. No caso da soja, estima-se que 21,4 milhões de hectares, ou 85,3% da área prevista, serão cultivados com variedades transgênicas. Para a cultura do algodão, serão 469 mil hectares de culturas geneticamente modificadas, ou 32,2% da área prevista. No caso do milho, somando as culturas de verão e de inverno (safrinha), 67,3% da área plantada terá híbridos geneticamente modificados. Graças à adoção de biotecnologias nas lavouras brasileiras, estima-se que, ao longo dos próximos dez anos, haverá a economia de 149 bilhões de litros de água, volume suficiente para abastecer 3,4 milhões de pessoas. Isso será possível graças à menor necessidade de aplicações de defensivos e de variedades mais resistentes a pragas. A redução no número de aplicações de defensivos necessárias nas lavouras, no mesmo período, equivale a 3,8 milhões de toneladas de CO2, que não serão emitidas na atmosfera. A economia de combustível também é significativa: equivalente ao necessário para abastecer 516 mil camionetes (o tipo de veículo mais comum nas lavouras). Além disso, 24 milhões de árvores poderão ser preservadas. Os dados são da Consultoria Céleres.

  • Como ficam os insetos ou outros seres vivos do ambiente nas culturas geneticamente modificadas?

    Diversos produtos desenvolvidos pela biotecnologia e que já receberam aprovação para plantio e consumo comercial são resistentes a insetos-praga, como as variedades conhecidas como Bt. Elas receberam um gene que permite à planta sintetizar uma proteína que mata determinados insetos-praga, mas que não tem efeito sobre os demais insetos não-alvo ou outros seres vivos.

  • A Monsanto realiza testes no Brasil?

    Sim. A Monsanto, assim como outras empresas de biotecnologia, realiza testes no Brasil, monitorados pelas autoridades federais. A empresa conta com 36 unidades de pesquisa, armazenagem e/ou processamento de sementes convencionais e/ou transgênicas e administrativas em 12 estados brasileiros: Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins – e o Distrito Federal.

  • As plantas geneticamente modificadas provocam poluição genética?

    Não. As plantas geneticamente modificadas não provocam poluição genética porque o potencial de cruzamento não depende da característica introduzida por técnicas de engenharia genética na planta, mas sim do sistema de polinização - que pode ser autofecundação, polinização por insetos ou pelo vento. A soja, por exemplo, é uma espécie predominantemente autopolinizável e, portanto, inviabiliza a possibilidade de cruzamento com outras plantas de soja ou de qualquer outra espécie.

  • Existem pesquisas brasileiras sobre o impacto das lavouras geneticamente modificados em nosso ecossistema?

    O Brasil realiza estudos científicos sobre o comportamento das culturas geneticamente modificadas/ transgênicas em solo nacional. Pesquisas e testes de campo vêm sendo conduzidos pela Embrapa (Embrapa-Soja, Embrapa-Cerrados, Embrapa-Trigo, Embrapa-Meio Norte), pela Cooperativa Central Agropecuária de Desenvolvimento Técnico e Econômico (Coodetec), Syngenta, DuPont, universidades federais (como a Universidade Federal de Viçosa e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e estaduais, institutos de pesquisa, como o IAPAR, no Paraná, e o IAC, em São Paulo, e pela própria Monsanto. Somente após aprovados pela CTNBio, os experimentos com novas tecnologias podem ser instalados no campo, em áreas experimentais espalhadas pelo Brasil, todas certificadas pela própria CTNBio para esse tipo de estudo. Essas áreas sofrem intensa fiscalização por parte das autoridades, como os fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.