Ao contrário. Por facilitar o manejo, a biotecnologia tem potencial para beneficiar todos os agricultores, inclusive os de menor porte. O uso de sementes geneticamente modificadas, por exemplo, traz inúmeros benefícios a pequenos cotonicultores de países em desenvolvimento, aumentando a produtividade, reduzindo os custos com inseticidas e, consequentemente, gerando mais lucros. Em 2011, lavouras transgênicas foram cultivadas por aproximadamente 16,7 milhões de produtores em 29 países, sendo que 90% dos agricultores beneficiários têm recursos considerados limitados e são de países em desenvolvimento, de acordo com o relatório do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia (ISAAA).
Ainda de acordo com o ISAAA, em 2011, os plantios de algodão Bt na Índia ultrapassaram a marca histórica de 10 milhões de hectares pela primeira vez, e representaram 88% do recorde de 12,1 milhões de hectares de cultura de algodão no país. Os principais beneficiários são os 7 milhões de agricultores que cultivam, em média, 1,5 hectares de algodão. Historicamente, o aumento de 50.000 hectares do algodão Bt em 2002 (quando foi inicialmente comercializado) para 10,6 milhões em 2011 representa um número sem precedentes de 212 vezes em 10 anos. A Índia aumentou a renda agrícola do algodão Bt em US$ 9,4 bilhões no período de 2002 a 2010 e em US$ 2,5 bilhões em 2010 apenas. O algodão Bt, portanto, transformou a produção de algodão na Índia pelo aumento substancial na produtividade, diminuindo as aplicações de inseticidas em aproximadamente 50%, e, por meio de benefícios ao bem estar, contribuindo para o alívio da pobreza de 7 milhões de pequenos produtores de baixa renda e suas famílias, em 2011 somente.
Um exemplo bastante contundente da adoção da biotecnologia no Brasil, que levou à melhoria da vida de pequenos agricultores, ocorreu em Catuti, município de 5,5 mil habitantes no extremo norte de Minas Gerais, onde a terra é boa, mas, como em todo o sertão, o céu nem sempre ajuda. As pragas, muito menos. A comunidade praticamente renasceu das cinzas depois da chegada, em 2007, do algodão transgênico. Na década de 1980, Catuti vivia o auge da expansão do algodão, chamado de "ouro branco". Mas as pragas e os altos custos para manter a lavoura inviabilizaram o plantio. A introdução da tecnologia Bollgard, da Monsanto, reergueu a economia local. O Bollgard é a ferramenta que auxilia a produção de algodão de maneira mais sustentável, com facilidade de manejo, mais segurança para o agricultor e para o meio ambiente, e redução dos custos de produção resultantes da menor aplicação de agroquímicos.
Não. A idéia de uma única variedade de sementes sendo cultivada em larga escala não corresponde à realidade. Na prática, quem define qual semente será plantada é o agricultor. Ele pode adquirir variedades com características incorporadas pela biotecnologia, ou pode optar por sementes desenvolvidas apenas pelo melhoramento genético clássico, ou variedades convencionais. Ou, ainda, plantar sementes guardadas (salvas) ou de paiol. E há também os agricultores que investem na agricultura orgânica. Assim, o agricultor opta pelo tipo de sistema e sistema de cultivo que melhor lhe convier e que ele acredita que poderá lhe proporcionar maior rendimento.
Não. A soja Roundup Ready é tolerante a qualquer herbicida à base de glifosato, que além de já ter seu correspondente genérico, é produzido no Brasil por diversas empresas, nacionais e multinacionais.
Os produtos à base de glifosato são usados por produtores de mais de 130 países, inclusive o Brasil, para controlar as plantas daninhas das lavouras. Sua segurança ambiental e à saúde foi testada em avaliações feitas pelas autoridades de registro no Brasil e órgãos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e pela comunidade científica internacional ao longo dos últimos 30 anos.
Produtos para agricultura - sementes de soja, milho, algodão. Biotecnologia e transgênicos. Design Foster
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