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| Aplicações corretas influenciam na eficiência da soja RR |
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Agricultura
Casos de suposta resistência de plantas daninhas ao glifosato podem estar associados ao manejo inadequado
Pesquisa mostra que a não realização das aplicações de pré-plantio, o uso de subdoses, as aplicações tardias ou em plantas muito desenvolvidas são as principais falhas no cultivo
Após a aplicação do glifosato, se o desenvolvimento de alguma planta daninha não for controlado na cultura da soja Roundup Ready (soja RR), o problema pode estar relacionado ao manejo inadequado. A não realização das aplicações de pré-plantio, o uso de subdoses, as aplicações tardias ou em plantas muito desenvolvidas são as principais falhas que geram reclamações dos agricultores. Estas conclusões fizeram parte de uma pesquisa conduzida na estação experimental da Monsanto em Não-Me-Toque (RS), cujos resultados foram apresentados no 26º Congresso Brasileiro das Ciências das Plantas Daninhas, que aconteceu em Ouro Preto (MG), no início de maio.
O trabalho foi conduzido pela equipe técnica de engenheiros agrônomos da Monsanto que atuam no Sul do Brasil. Eles coletaram amostras de sementes de plantas daninhas em Tapejara, Carazinho, Vacaria, Sarandí, Espumoso, Sananduva e Erechim, no Rio Grande do Sul, regiões que cultivam soja RR há mais de sete anos, e nos municípios de Chapecó e Abelardo Luz, em Santa Catarina, que plantam a variedade há três anos. “O objetivo foi buscar metodologias para antever possíveis casos de biótipos de plantas daninhas resistentes ao herbicida glifosato, em diferentes zonas agrícolas”, explica Antonio Galli, gerente de desenvolvimento.
Galli afirma que, quando a soja RR é colhida em áreas com presença de plantas daninhas, parte das sementes são disseminadas diretamente pelas colheitadeiras na própria área ou em áreas vizinhas – e outra parte delas vai misturada aos grãos de soja para as unidades de beneficiamento. Por esta razão, os pesquisadores optaram por recolher amostras nessas unidades. “A metodologia de coleta de sementes de plantas daninhas pode ser uma ferramenta excelente para antever problemas de resistência. E caso sejam encontrados biótipos resistentes nestas regiões, é mais fácil e rápido localizar estas áreas, e realizar trabalhos para evitar sua disseminação para outras propriedades ou regiões dificultando o aumento de populações de plantas resistentes”, avalia.
Embora o estudo não tenha observado espécies resistentes ao glifosato, o gerente de desenvolvimento para a Região Sul, Aroldo Marochi, ressalta que o manejo de plantas daninhas com o herbicida deve seguir corretamente as recomendações da bula quanto à dose e época de aplicação. “Além disso, é preciso ter cuidado na avaliação e solução de casos de baixa performance, considerando fatores como interferência do clima - seca, chuva, frio -, tecnologia de aplicação e etc. Na realidade é impossível prever quando ou onde aparecerão possíveis casos de resistência, mas o fato é que eles são muito raros com o glifosato”, diz. |