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| Time Corredores de Rua Monsanto já participou de 32 provas em São Paulo
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Qualidade de Vida/Segurança
Bom para a saúde e para o ambiente organizacional
Funcionários de fábrica da Monsanto formam grupo de corrida, melhoram qualidade de vida dentro e fora do ambiente de trabalho
As corridas de rua surgiram na Inglaterra no século XVII e logo tornaram-se bastante populares. Sem necessitar de nenhum aparato especial, companhia, ou regras, essa modalidade expandiu-se pela Europa e Estados Unidos rapidamente. No final do século XIX, a modalidade ganhou impulso após o grande sucesso da primeira Maratona Olímpica. Posteriormente, por volta de 1979, aconteceu o “jogging boom” – grande adesão à caminhada em ritmo acelerado – baseado na teoria do médico norte-americano Kenneth Cooper. Atualmente, no Brasil, essa prática ganha adeptos de todas as idades e o número de competições oficiais é crescente, especialmente no estado de São Paulo. Em busca de saúde e qualidade de vida, os paulistas incorporam a atividade física em seu cotidiano.
E foi pensando em adquirir hábitos mais saudáveis que, no começo de 2007, Aurílo Lopes Carvalho, colaborador da fábrica da Monsanto em São José dos Campos (SP), incentivou alguns colegas que já praticavam o esporte a formar um grupo de corredores de rua. Na época, ele já tinha grande experiência na modalidade, pois participa de provas como a São Silvestre há 20 anos.
Em pouco tempo, outros colaboradores da unidade aderiram à iniciativa e começaram a organizar uma agenda das provas no Vale do Paraíba. “No começo éramos apenas quatro pessoas que gostavam de correr”, afirma Wilson Arantes, técnico de operações de agricultura e um dos componentes mais antigos do grupo. Com o crescimento do número de participantes, surgiu a idéia de oficializar a equipe. Os atletas, então, procuraram os líderes de seus departamentos e apresentaram a intenção de formarem os Corredores de Rua Monsanto. “A corrida trouxe leveza, saúde e disposição para a minha vida”, diz Antônio Pedro, operador de processo, que começou a correr em uma academia e logo entrou para o grupo.
O Comitê de Qualidade de Vida e os gestores da fábrica apoiaram prontamente a idéia e, no segundo semestre de 2007, uma equipe com seis atletas estava oficializada. “Nossos maiores objetivos são qualidade de vida e integração”, conta Arantes. Por esse motivo, a empresa não hesitou em oferecer suporte e, desde então, disponibiliza transporte, alimentação, uniformes e infra-estrutura para os corredores. “É perceptível o forte comprometimento da Monsanto com a qualidade de vida, que ultrapassa a criação de um Comitê. Aqui qualquer funcionário sente que tem espaço para dar idéias e contribuir com a melhora do ambiente de trabalho”, conta Hamilton Mendonça, técnico especialista da área de DRY e participante do grupo.
Atualmente, 18 pessoas compõem os Corredores de Rua Monsanto, entre homens e mulheres, com idades de 11 a 56 anos. Os familiares dos funcionários também estão autorizados a participar e recebem o mesmo benefício. “É interessante que os familiares participem, pois, além de ser um bom exemplo, incentiva a integração da família com a empresa”, comenta Arantes, atual organizador dos cronogramas e representante dos Corredores há um ano no Comitê de Qualidade de Vida. “Ao todo, já participamos de 32 corridas pelo estado de São Paulo. Hoje, a equipe da Monsanto é reconhecida por todo Vale do Paraíba e pretendemos crescer ainda mais”, comemora o técnico de operações.
Infelizmente, poucas empresas no Brasil apresentam esse incentivo. Segundo Alberto Olgata, presidente da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida), a prática de exercícios físicos regulares é essencial para a melhoria da saúde e qualidade de vida dentro e fora do ambiente de trabalho. “Os funcionários cooperam mais uns com outros quando estão integrados. O esporte traz comunicação, saúde e motivação para o colaborador”, afirma.
Olgata acredita que a prática de exercícios aumenta o equilíbrio emocional. “A qualidade de vida é obtida pelo equilíbrio, harmonia e integração entre as múltiplas dimensões de bem-estar (físico, social, emocional e espiritual)”, diz. |