Newsletter Monsanto em Campo - Setembro | 2008 | edição XXIII | Ano IV  
 
Estudantes do Fundhas Monsanto plantam árvore no projeto de Revitalização de Nascentes

Comunidade

Ampliando horizontes

Conheça a história de cinco jovens cujas vidas foram impactadas positivamente por projetos educacionais financiados pela Monsanto

Paulo, Carlos, Leonardo, Andressa e Lucinéia são exemplos de jovens brasileiros de diferentes comunidades carentes no estado de São Paulo, mas que têm a oportunidade, com a ajuda da Monsanto, de ganhar novas perspectivas profissionais e, conseqüentemente, de dar uma virada em suas vidas. Eles se envolveram, por vias diferentes, em projetos educacionais promovidos pela empresa, que, tem investido mais de R$ 3 milhões por ano em ações sociais nas áreas de educação, cultura, saúde e meio ambiente, no Brasil, e beneficiaram 240 mil pessoas. A maioria dessas ações é financiada pela Fundação Monsanto, que apóia iniciativas sociais nos países onde a empresa atua e neste ano completa 45 anos de atividades.

Paulo Ricardo da Silva, 17 anos, foi um dos “meninos” abrigados na Cidade dos Meninos, em Campinas (SP), e é um exemplo de que o investimento em ações sociais com cunho educacional é sim uma importante alavanca para a transformação do futuro de jovens carentes.

Fundada há 52 anos e administrada pela Associação Esperança Sem Limites desde 1991, a Cidade dos Meninos visa resgatar e cuidar de crianças e adolescentes – encaminhados pela Vara da Infância ou pelo Conselho Tutelar – que vivem em situação de risco, seja por negligência familiar, abandono ou violência.

E Paulo foi um dos mais de 160 alunos que anualmente participam dos cursos profissionalizantes de Panificação e Confeitaria, e Preparação de Alimentos promovidos pela instituição. Desde 2002, a Cidade dos Meninos recebe o patrocínio da Fundação Monsanto, com o objetivo de oferecer aos jovens a oportunidade de desenvolverem um ofício que possa gerar renda, reintegrando-os à sociedade.

Depois de quatro anos na instituição, hoje, Paulo trabalha como auxiliar na GR Cozinha Industrial, na unidade TA (Transportadora Americana). "Sempre aplico os conhecimentos que adquiri durante o curso da Monsanto. O projeto me deu muitas condições, posso dizer que foi um marco. Se eu não tivesse agarrado a chance que me foi oferecida, poderia ser um marginal e não estaria onde estou hoje”, afirma.

Atualmente, a Cidade dos Meninos abriga em suas casas-lares cerca de 200 meninos e meninas entre oito e 18 anos. Leonardo da Silva é um dos alunos do curso de Panificação e conta, assim como Paulo, com os ensinamentos recebidos para ajudá-lo na construção de uma segunda etapa da sua vida. "Aprendi a ter confiança no que faço e, profissionalmente, estou adquirindo conhecimento para trabalhar na área", relata ele, que está há seis anos na entidade e há um ano no curso promovido pela Monsanto. "Quando sair do projeto, quero buscar um bom emprego e me aperfeiçoar ainda mais. Tenho certeza de que os conhecimentos que recebo aqui farão diferença quando eu estiver no mercado".

Joel Jorge Rodrigues, 17, está há quatro anos na entidade e tem opinião semelhante. "Desde que me integrei ao projeto, comecei a me sentir mais seguro e paciente", afirma. "E, profissionalmente, estou aprendendo muito".

"Nosso papel é oferecer a estes jovens principalmente esperança e oportunidade para construírem um futuro digno e produtivo, de forma a transformarem suas histórias e a de suas futuras gerações", analisa Clóvis Selegatto, diretor executivo da Cidade dos Meninos.

Inclusão digital

Assim como Paulo, Lucinéia Veiga de Castro Pereira, 27 anos, também foi incluída socialmente graças às ações de responsabilidade social da Monsanto. Ela participou do Monsanto na Escola, programa que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida e o acesso à cultura dos moradores dos bairros Jardim Pôr do Sol e Limoeiro, vizinhos à fábrica da empresa em São José dos Campos (SP). Por meio deste projeto, iniciado em 1999, foi implantado o programa Informática para a Comunidade, realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, que já formou mais de mil alunos, entre crianças, jovens e adultos, enriquecendo seus currículos.

Semestralmente, quem tem interesse, faz parte da comunidade e tem a partir de 14 anos pode se inscrever para os cursos básico e avançado do ambiente Windows e do pacote Office, que são ministrados nas escolas públicas Maria Ofelia Veneziani Pedrosa e Professora Ignez Sagula Fossá. "São pessoas com acesso reduzido à tecnologia e ao uso de computador e este curso as insere na atualidade e ainda as capacita para o mercado de trabalho", avalia Mary Regina Simões, coordenadora pedagógica de ambos os colégios.

Para Lucinéia, que cursou os dois módulos recentemente, foi uma oportunidade única. "Eu não sabia mexer em computadores e não teria recursos para pagar um curso", afirma. "Gostei muito de assistir às aulas, que me propiciaram um emprego como atendente de telecomunicação", comemora.

Complemento educacional e social

Apesar de não se conhecerem, a história de Andressa Luiza Campos Inocêncio, 14 anos, misturou-se à de Paulo, Lucinéia, Leonardo e Joel quando a Monsanto iniciou o apoio à Fundação Hélio Augusto de Souza (Fundhas) – entidade sem fins lucrativos que atua em São José dos Campos (SP). O projeto começou com a doação de US$ 75 mil para a construção do prédio de 596 metros quadrados para abrigar a primeira unidade da instituição na zona oeste da cuidade. Assim nasceu a unidade Fundhas Monsanto, onde Andressa é, atualmente, representante dos alunos do Núcleo de Comunicação.

O prédio foi construído em uma área total de 1.440 metros quadrados, e inclui quadra poliesportiva, horta, estacionamento e playground e abriga salas de aula, de leitura, de informática, multiuso, de serviço social e de artes, além de recepção, cozinha planejada e refeitório. Todo o ambiente foi planejado para garantir total conforto às crianças nas atividades culturais, esportivas e recreativas, além das aulas de alfabetização, reforço escolar e educação ambiental.

“Diariamente, na parte da tarde, participo do projeto e tudo o que aprendo na escola é reforçado lá”, afirma a Andressa, referindo-se ao apoio educacional do Fundhas Monsanto. A unidade garante ainda os serviços sociais básicos como alimentação e saúde, além de oferecer orientação pedagógica e encaminhamento profissional.

Na Fundhas Monsanto, crianças e adolescentes, de 7 a 15 anos, podem participar de núcleos como o de música e dança, educação física e comunicação, inclusive comandando uma rádio interna criada recentemente. Os alunos também têm acesso à informática educativa (internet). Em 2005, a unidade foi a primeira entidade do Vale do Paraíba a implantar uma Brigada Mirim de Meio Ambiente. Atualmente, todas as 120 crianças atendidas pela instituição fazem parte do projeto. No final de 2007, os alunos passaram a participar do projeto Revitalização de Nascentes em Áreas Urbanas, ampliando o trabalho ambiental já desenvolvido na unidade.

"O atendimento realizado pela Fundhas é gratuito e todos os assistidos devem estar matriculados e freqüentando os cursos regulares das escolas públicas, para evitar a evasão escolar", informa Carlos Eduardo Arcanjo, gestor da unidade Fundhas Monsanto desde sua criação, em 2003. "Queremos garantir novos horizontes para as crianças e os adolescentes", afirma.

Carlos é ex-aluno do Fundhas e é fã de carteirinha do projeto. “Trata-se de uma ação de inclusão social que proporciona uma base educacional e humana muito forte, pois oferece desafio e criatividade, motivando as crianças", conta. A proposta educativa é desenvolver habilidades que fazem parte da vida adulta, mas de forma lúdica. "Eles sabem, por exemplo, que para participar de uma apresentação de música ou dança devem ser pontuais, estar alinhados e contribuir para o bom desempenho da equipe", explica. Não é a toa que o núcleo de dança do Fundhas Monsanto ganhou o Troféu Flash Dança, festival realizado em maio de 2008, em São José dos Campos.

 
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