Newsletter Monsanto em Campo - Setembro | 2008 | edição XXIII | Ano IV  
 

Projeto visa contribuir para perpetuar sua importância biológica, econômica e social do rio Araguaia

Meio Ambiente

Patrimônio preservado

Programa pretende assegurar a biodiversidade em toda a extensão do Rio Araguaia

Um corredor ecológico de 1800 quilômetros, sinônimo de biodiversidade. Esta é uma definição resumida de um dos recursos naturais mais importantes para os brasileiros: o rio Araguaia, o terceiro maior do País. Suas nascentes estão localizadas nas chapadas que dividem Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, região onde nasce a Serra do Caiapó, e deságuam na Floresta Amazônica.

Com o objetivo de apresentar a relevância biológica e socioeconômica das cabeceiras das nascentes do Araguaia, 48 importantes lideranças rurais, políticas e ambientais da região realizaram, no início de julho, uma visita a uma área que se encontra em processo de recuperação ambiental e uma descida de barco para o reconhecimento de 64 km do rio. O trecho percorrido vai da proximidade das nascentes do Araguaia até a cidade de Alto Araguaia (MT) e Santa Rita do Araguaia (GO). As ações integram o “Programa Corredor de Biodiversidade do Rio Araguaia – Projeto Araguaia”, desenvolvido em parceria pelo Instituto Onça-Pintada, Earthwatch Institute e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) de Goiás.

“Acreditamos que a conservação da biodiversidade e das condições socioeconômicas locais sejam estratégicas para se manter a conservação de todo o rio”, afirma Anah Tereza de Almeida Jácomo, gerente executiva do Instituto Onça-Pintada. Para ela, o resultado da iniciativa foi extremamente positivo, já que as lideranças presentes se comprometeram a auxiliar na concretização dos programas de conservação do Araguaia, propostos pelos institutos e que deverá ser realizado em três etapas. Até o momento, sete expedições científicas traçaram um perfil das demandas de execução do programa.

“Primeiro, iremos diagnosticar e planejar as atividades para implementar as ações e, finalmente, monitorarmos aspectos biológicos, paisagísticos e sócio-econômicos”, explica Anah Tereza . Preservar e elevar o rio Araguaia à categoria de Corredor de Biodiversidade, contribuindo para perpetuar sua importância biológica, econômica e social é o desafio desta proposta. Os corredores são importantes principalmente para a preservação de espécies como o lobo-guará e a onça-pintada, que precisam de grandes extensões de áreas preservadas contínuas para se movimentar e se perpetuar, não podendo se ater, para isso, aos limites do Parque das Emas, por exemplo.

A Monsanto e o Parque Nacional das Emas

O início do Corredor Araguaia, como é chamado pelos especialistas, está justamente no Parque Nacional das Emas, em Mineiros (GO), uma das mais importantes reservas de Cerrado do mundo. Embora o uso da terra no entorno do parque seja intenso, ainda há grandes porções preservadas de vegetação nativa nas margens do rio.

A Monsanto apóia e estimula a preservação do Cerrado incentivando a adoção de práticas de agricultura mais sustentáveis, como o plantio direto, a rotação de culturas e o uso racional de agroquímicos, além da conscientização da importância das reservas legais, em atendimento à legislação ambiental brasileira. Trabalhos de educação ambiental, com acompanhamento e subsídios científicos, com apoio da Fundação Monsanto, tiveram início em 2001 na região do Parque das Emas. Também em Goiás, na região de Cavalcanti, a Monsanto colaborou com a implantação da Reserva Natural Serra do Tombador, uma área de 8.700 hectares cujo objetivo é garantir uma faixa de proteção até o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

Em nova parceria com o Earthwatch Institute e o Instituto Onça-Pintada, iniciada no final de 2007, a Monsanto continua apoiando a preservação do Cerrado, com o incentivo à adoção de práticas conservacionistas, e a educação de fazendeiros e da comunidade em geral. Produtor rural há 33 anos, Milton Fries, um dos pioneiros a utilizar a região próxima à cabeceira do Araguaia para plantar milho, soja e sorgo, comemora a realização desses projetos de preservação. “Acreditamos na seriedade do trabalho desenvolvido pelos institutos e estamos dispostos a colaborar”, diz.

 
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