
Unidade de Proteção de Cultivos em Camaçari (BA): levantamento mediu a quantidade de gases emitidos de 2007 a 2010
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Monsanto apresenta seu primeiro inventário de emissões de gases de efeito estufa e caminha na busca de soluções sustentáveis para economia de baixo carbono
Em mais uma demonstração de compromisso com o meio ambiente e com a sustentabilidade, a Monsanto apresentou, em agosto, os resultados de seu primeiro inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE). O levantamento mediu a quantidade de gases emitidos de 2007 a 2010 nas unidades de Proteção de Cultivos em Camaçari (BA) e São José dos Campos (SP).
O inventário foi desenvolvido com base no Programa Brasileiro GHG Protocol, uma metodologia de contabilização de GEE criada pelo World Resources Institute (WRI) em parceria com o World Business Council for Sustainable Development (WBSCD) e trazida ao Brasil pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "Fazer a medição de anos retroativos é um importante passo para estabelecer um parâmetro que norteie planos para uma boa gestão dos gases", aponta Gabriela Burian, gerente de Sustentabilidade da Monsanto.
Segundo Gilmar Beraldo, gerente da unidade de Camaçari, com os dados do projeto em mãos pode-se conhecer as atividades que produzem emissões significativas, promovendo reduções. "Como não é possível interferir na produção de insumos energéticos, já que nós os adquirimos de fornecedores externos, trabalhamos na busca de iniciativas que reduzam o consumo de vapor e energia, as principais fontes de emissão de carbono", explica.
Situação semelhante aconteceu em São José dos Campos, onde as emissões estão relacionadas à geração de vapor nas caldeiras. "Grande parte dos projetos com impacto direto nas emissões está relacionada à redução do consumo de gás natural para as caldeiras, o que proporciona uma menor emissão de CO² na queima do gás natural para geração de vapor", afirma Leonardo Mattos, gerente da unidade.
A fábrica de São José dos Campos trabalha na conscientização de seus parceiros comerciais, como, por exemplo, o Projeto Revitamon, em que a Monsanto incentiva transportadoras parceiras a compensar as emissões de CO² por meio do plantio de árvores. "De acordo com o projeto, as empresas de transporte de produtos devem plantar 18 mudas de árvores a cada 10 mil quilômetros percorridos, a fim de compensar uma emissão de 11 toneladas de CO²", explica Mattos.
Desempenho produtivo e proteção ambiental: é possível equilibrá-los
O desenvolvimento de estratégias baseadas nos dados apresentados no inventário do GHG Protocol não se restringe a resultados para o meio ambiente, mas também na atuação empresarial. As unidades de Camaçari e São José dos Campos são exemplo disso. De 2007 a 2010, período analisado pelo inventário, as fábricas conseguiram ampliar a produção industrial e manter os níveis de emissão praticamente constantes.
Hoje, a intensidade de emissões de carbono – ou seja, quantos quilos de CO² são emitidos para cada tonelada de produto produzida – da Monsanto é 9% menor que a média das empresas químicas, na comparação com o valor publicado no relatório anual da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química).
O inventário 2010 da Monsanto, com a emissão de cada unidade, é público e está disponível no site da FGV. Clique aqui para acessar o documento.
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