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| Sherrie Esposito é líder da diretoria de Direitos Humanos da Monsanto |
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Recursos Humanos
Diretoria nasce para cuidar da política de direitos humanos
Diretrizes complementarão regras de atuação da empresa em todos os países em que atua
Comprometida com a política de direitos humanos em todos os lugares do mundo onde faz negócios, a Monsanto deu um passo à frente, instituindo uma diretoria que vai, a partir de agora, tratar especificamente de assuntos como combate ao trabalho infantil, trabalho forçado, discriminação, assédio, violência e segurança, entre outros.
Com a implantação da nova Diretoria de Direitos Humanos, liderada por Sherrie Espósito, na sede da empresa, em Saint-Louis (EUA), serão criados procedimentos operacionais para serem usados em todos os países em que a companhia atua, bem como sessões de treinamentos de conduta, que vão complementar o trabalho que já vem sendo realizado. No Brasil, a Monsanto já exige que seus fornecedores cumpram rigorosamente a legislação pertinente, como, por exemplo, a lei federal que proíbe o trabalho de menores de 18 anos em atividades noturnas, perigosas ou insalubres, e de menores de 16 anos em qualquer trabalho, exceto na condição de aprendizado, a partir de 14 anos.
Segundo Sherrie Espósito, a adoção de uma política de direitos humanos é conseqüência natural dos valores da companhia, descritas no Compromisso Monsanto. "Entendemos que ela é um passo importante para os nossos negócios e vai beneficiar tanto nossos funcionários quanto as comunidades em que atuamos", acredita.
Sherrie lembra que a política de direitos humanos da Monsanto foi desenvolvida após extensas conversas com os líderes de negócios e diretores, assim como com seus stakeholders (públicos com as quais a empresa se relaciona). "Acreditamos que isso foi essencial para a criação de uma diretriz apropriada aos nossos negócios", revela.
Às organizações que queiram adotar a mesma política, a diretora recomenda que só devem fazê-lo as que de fato queiram adotá-la de forma verdadeira e comprometida. "Direitos humanos são um assunto muito complexo. Para se ter sucesso nesse trabalho, o gestor deve ser flexível e ter vontade de mudar. E a implementação de uma política de direitos humanos requer tempo adequado para fazê-lo de forma significativa", declara.
Humildade, coração, sentimento, compromisso e compaixão por direitos humanos são, segundo Sherrie, qualidades naturais ao homem, e, acima de tudo, não podem ser ensinadas. "Nessa regra, você tem a grande oportunidade de fazer a diferença", acrescenta a diretora, que "se sente honrada" pela oportunidade de vivenciar esse desafio.
Trabalho infantil
O trabalho infantil nas zonas urbanas pode causar mais impactos à saúde do que o trabalho infantil rural, segundo constatação do pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queirós (Esalq-USP), Alexandre Nicolella, que analisou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD), de 1998 e 2003, do IBGE. Fraturas, problemas respiratórios, queimaduras, cortes e dores musculares são algumas das conseqüências relatadas.
Segundo matéria publicada em O Estado de S.Paulo, em 10 de junho, sobre a pesquisa, para Nicolella a conclusão é surpreendente, pois "esperava encontrar os maiores impactos no trabalho rural". O pesquisador analisou os dados de 144 mil pessoas de 5 a 20 anos, e a evolução delas em cinco anos (período que separa os dois levantamentos do IBGE), para concluir que o trabalho realizado na zona urbana oferece maiores riscos à saúde das crianças.
Mas o setor de comércio e serviços é o maior empregador de menores nas cidades brasileiras. Eles aparecem como vendedores ambulantes e também como empregados domésticos. De acordo com a PNAD de 2004, o Brasil tem 1.113.756 meninas entre 5 e 17 anos trabalhando como empregadas domésticas. Muitas sem salário, longe da família e da escola.
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