Newsletter Monsanto em Campo - Julho | 2006 | edição X | Ano II  
 
Sherrie Esposito é líder da diretoria de Direitos Humanos da Monsanto
Recursos Humanos

Diretoria nasce para cuidar da política de direitos humanos

Diretrizes complementarão regras de atuação da empresa em todos os países em que atua

Comprometida com a política de direitos humanos em todos os lugares do mundo onde faz negócios, a Monsanto deu um passo à frente, instituindo uma diretoria que vai, a partir de agora, tratar especificamente de assuntos como combate ao trabalho infantil, trabalho forçado, discriminação, assédio, violência e segurança, entre outros.

Com a implantação da nova Diretoria de Direitos Humanos, liderada por Sherrie Espósito, na sede da empresa, em Saint-Louis (EUA), serão criados procedimentos operacionais para serem usados em todos os países em que a companhia atua, bem como sessões de treinamentos de conduta, que vão complementar o trabalho que já vem sendo realizado. No Brasil, a Monsanto já exige que seus fornecedores cumpram rigorosamente a legislação pertinente, como, por exemplo, a lei federal que proíbe o trabalho de menores de 18 anos em atividades noturnas, perigosas ou insalubres, e de menores de 16 anos em qualquer trabalho, exceto na condição de aprendizado, a partir de 14 anos.

Segundo Sherrie Espósito, a adoção de uma política de direitos humanos é conseqüência natural dos valores da companhia, descritas no Compromisso Monsanto. "Entendemos que ela é um passo importante para os nossos negócios e vai beneficiar tanto nossos funcionários quanto as comunidades em que atuamos", acredita.

Sherrie lembra que a política de direitos humanos da Monsanto foi desenvolvida após extensas conversas com os líderes de negócios e diretores, assim como com seus stakeholders (públicos com as quais a empresa se relaciona). "Acreditamos que isso foi essencial para a criação de uma diretriz apropriada aos nossos negócios", revela.

Às organizações que queiram adotar a mesma política, a diretora recomenda que só devem fazê-lo as que de fato queiram adotá-la de forma verdadeira e comprometida. "Direitos humanos são um assunto muito complexo. Para se ter sucesso nesse trabalho, o gestor deve ser flexível e ter vontade de mudar. E a implementação de uma política de direitos humanos requer tempo adequado para fazê-lo de forma significativa", declara.

Humildade, coração, sentimento, compromisso e compaixão por direitos humanos são, segundo Sherrie, qualidades naturais ao homem, e, acima de tudo, não podem ser ensinadas. "Nessa regra, você tem a grande oportunidade de fazer a diferença", acrescenta a diretora, que "se sente honrada" pela oportunidade de vivenciar esse desafio.


Trabalho infantil

O trabalho infantil nas zonas urbanas pode causar mais impactos à saúde do que o trabalho infantil rural, segundo constatação do pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queirós (Esalq-USP), Alexandre Nicolella, que analisou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD), de 1998 e 2003, do IBGE. Fraturas, problemas respiratórios, queimaduras, cortes e dores musculares são algumas das conseqüências relatadas.

Segundo matéria publicada em O Estado de S.Paulo, em 10 de junho, sobre a pesquisa, para Nicolella a conclusão é surpreendente, pois "esperava encontrar os maiores impactos no trabalho rural". O pesquisador analisou os dados de 144 mil pessoas de 5 a 20 anos, e a evolução delas em cinco anos (período que separa os dois levantamentos do IBGE), para concluir que o trabalho realizado na zona urbana oferece maiores riscos à saúde das crianças.

Mas o setor de comércio e serviços é o maior empregador de menores nas cidades brasileiras. Eles aparecem como vendedores ambulantes e também como empregados domésticos. De acordo com a PNAD de 2004, o Brasil tem 1.113.756 meninas entre 5 e 17 anos trabalhando como empregadas domésticas. Muitas sem salário, longe da família e da escola.
 
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