
Para Cristina Rappa, gerente de Comunicação e Responsabilidade Social, é importante integrar times sobre as tecnologias e as políticas da empresa
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Apresentações sobre a empresa colaboram com a satisfação interna e ajudam nos negócios
A percepção que os funcionários possuem da empresa tem impacto não apenas na qualidade do ambiente interno e do trabalho, mas na imagem externa da corporação. Há dez anos consecutivos a Monsanto aparece entre as 100 Melhores Empresas para Trabalhar, ranking elaborado pelo Great Place to Work, empresa norte-americana de consultoria e pesquisa reconhecida mundialmente, em parceria com a revista “Época”. Além disso, recentemente foi considerada a melhor companhia científica para trabalhar pela revista “Science”
A comunicação interna é responsável pela informação e pela motivação, tem papel fundamental nos bons resultados de pesquisas de clima e nos resultados alcançados pelas empresas. Conscientes disso, grandes organizações investem fortemente em programas de comunicação, com ferramentas como eventos internos, encontros, palestras e publicações. Na Monsanto do Brasil, a diretoria de Assuntos Corporativos implantou recentemente um programa de palestras e diálogo com os funcionários sobre as novidades da empresa, suas tecnologias e ações de sustentabilidade. A ideia é não apenas informar e atualizar os colaboradores, mas ir mais além: engajá-los para que se tornem verdadeiros “embaixadores” da empresa.
“Temos um volume grande de novidades em nossa empresa e novos colaboradores vindos de outros setores. É importante integrarmos todos sobre nossas tecnologias e políticas para criar um alinhamento de valores, expectativas e resultados”, afirma Cristina Rappa, gerente de Comunicação e Responsabilidade Social, uma das responsáveis pelo projeto. Dos 2.800 profissionais que trabalham na Monsanto, mais de mil já participaram das apresentações, a primeira iniciativa de um programa interno de engajamento.
Nas apresentações realizadas pelas lideranças da Monsanto, são abordados vários aspectos da empresa, culminando em uma conversa informal com os colaboradores. “Mostramos onde as pessoas podem buscar mais dados sobre a empresa para se informarem e poderem responder às dúvidas de amigos, enfim, pessoas de seu círculo social. Também falamos dos negócios, das tecnologias que devem ser lançadas, quais são as vantagens da biotecnologia para os agricultores, o meio ambiente e as comunidades. E ainda dos mitos, das críticas que ouvimos sobre a empresa”, afirma Cristina. “Procuramos aplicar os princípios de diálogo, transparência, respeito e compartilhamento do nosso Compromisso Monsanto, para que todos se sintam parte e donos do negócio”, completa.
Comunicação e estratégia
Para Eloi Zanetti, consultor especialista em marketing e comunicação corporativa, ações como essas refletem diretamente no negócio da empresa. “Uma empresa só consegue se relacionar com o mundo exterior se souber conquistar seus funcionários. Os funcionários precisam ter senso de pertencimento, ou seja, ter orgulho de ser parte da organização e precisam considerar o trabalho que fazem importante.”
Além disso, para que uma nova estratégia seja posta em prática e adotada por toda a empresa de forma efetiva, é necessário que ela seja comunicada. “A comunicação deve ser implantada com inteligência, coerência e consistência. Só assim os funcionários se sentirão parte de algo maior do que eles”, afirma Zanetti.
A gerente de Comunicação da Monsanto afirma que essa é a preocupação da empresa. “Os funcionários precisam saber que não estão apenas em um lugar bom para trabalhar, mas em uma empresa preocupada em contribuir com o desenvolvimento da sociedade em diferentes aspectos e que se orgulhem disso. É o que fazemos.”

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