
Para evitar uma segunda onda de pandemia da Influenza A, Ministério de Saúde iniciou campanha de vacinação |
Informação é uma das principais aliadas para combater gripe que assustou toda população mundial em 2009
A influenza A H1N1, uma nova variação do vírus H1N1, teve o primeiro caso confirmado em abril de 2009 no México e, em poucas semanas, foi decretada como uma pandemia (epidemia em vários países) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo relatório da organização, divulgado em abril deste ano, quase 18 mil pessoas morreram em mais de 200 países por causa da gripe.
Para evitar uma segunda onda de pandemia da influenza A, que pode acontecer nas estações de outono e inverno, o Ministério de Saúde iniciou, em 8 de março, uma campanha de vacinação em toda a rede pública do país.
A imunização de grupos prioritários segue parâmetros da OMS. O governo brasileiro está priorizando a vacinação de três grupos etários: crianças de seis meses a menos de dois anos, jovens saudáveis de 20 a 29 anos, adultos saudáveis, de 30 a 39 anos, além de gestantes e doentes crônicos. “Essas são as faixas etárias mais vulneráveis, já que essa gripe ataca principalmente jovens e gestantes”, explica Fábio Moraes, líder de Medicina Ocupacional para América Latina Sul da Monsanto.
Pertencente à família da influenza, o vírus H1N1 é uma mutação de três agentes diferentes – suíno, aves e humano. Isso lhe garante uma rápida e efetiva capacidade de transmissão entre humanos. Segundo o líder de Medicina da Monsanto, a vacina contém o vírus inativo (morto), ou seja, o organismo adquire apenas sua proteína e cria anticorpos para combatê-lo. “Ela é segura e tem 92% de eficácia. A sua aplicação é importante para a prevenção da doença. As reações são normalmente dor no local da aplicação ou um pouco de febre”, explica.
Ações efetivas
Para prevenir a doença é necessário seguir algumas medidas de proteção. É importante, por exemplo, que as pessoas respeitem as orientações de distanciamento social e lavem frequentemente as mãos, já que elas são o principal veículo de transmissão. Desde o inicio da pandemia, em 2009, a Monsanto adotou inúmeras ações para resguardar o seu quadro de colaboradores. “Mandamos boletins mensais com informações sobre a doença e com as medidas a serem tomadas dentro e fora da empresa. Também restringimos as viagens internacionais aos países críticos”, conta Tanali Vargas, gerente de ESH.
A analista de Recebimento da unidade de Ipuã, Flávia Nogueira, 29 anos, está dentro do segundo grupo prioritário e já tomou a vacina. Flávia não esconde que teve um pouco de receio da imunização já que temia algum tipo de reação. “A enfermeira da fábrica explicou o processo e tirou todas as nossas dúvidas. Eu não tive nenhuma reação, nem mesmo dor no braço.”
Para Flávia, a campanha adotada pelo Governo é muito boa porque pretende prevenir o que aconteceu no ano passado. “A vacina deixa as pessoas mais seguras. Os informativos recebidos pelo e-mail da empresa são importantes porque nos lembram de todas as medidas que devem ser tomadas.”
Neste ano, assim como em todos os anteriores, a Monsanto veiculará uma campanha interna de vacinação assim que conseguir a compra junto aos distribuidores. Além disso, cada divisão e unidade da Monsanto conta com um responsável pelo processo de pandemia. É muito importante que todos atentem para os comunicados periódicos de ESH. “A nossa previsão é que comecemos a imunizar os nossos funcionários a partir de maio”, ressalta Moraes.

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