Maio| 2010 | Edição XXXIII | Ano V
   Agricultura

Brasil na busca pelo topo do mundo


Brasil já é o segundo maior no plantio de lavouras geneticamente modificadas. Área ocupada chega a 21,4 milhões de hectares

Agronegócio brasileiro cresce a cada safra com a adoção de plantas geneticamente modificadas e já supera a Argentina

De acordo com o Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), o Brasil já é o segundo país em área plantada com soja, milho e algodão geneticamente modificados. Os dados revelam, em 2009, foram 21,4 milhões de hectares cultivados com biotecnologia, 100 mil hectares a mais que a Argentina, a terceira no ranking mundial. Dos 21,4 milhões de hectares, 16,2 milhões são de soja; 5 milhões, de milho; e 145 mil, de algodão. O estudo também mostrou que a área cultivada com plantas geneticamente modificadas, no país, cresceu 35,4% em relação a 2008, o mais alto índice entre os 25 países que plantam transgênicos no mundo.  

Diante deste quadro, a Monsanto tem um papel fundamental. Como uma das principais empresas no setor de sementes, tem direcionado a maior parte de seus investimentos às áreas de melhoramento genético e biotecnologia, buscando o desenvolvimento agrícola. “Trata-se de uma ferramenta para aumentar a produção de alimentos de maneira mais sustentável, preservando os recursos naturais e a biodiversidade”, destaca Rodrigo Santos, diretor de Estratégia e Gerenciamento de Produto. Em 2008, a empresa se comprometeu a trabalhar para dobrar a produção nas culturas de soja, milho e algodão até 2030, pensando nas necessidades de uma população mundial crescente.  

Considerando o atual sistema regulatório brasileiro, o respeito à propriedade intelectual e a constante busca dos agricultores por mais produtividade, com menor utilização de recursos, a Monsanto tem investido cada vez mais no país. Em todo o mundo, a empresa designa 10% de seu faturamento, o que representa mais de US$ 1 bilhão por ano, para pesquisas com sementes.  

No Brasil, seguindo as perspectivas do ISAAA, a Monsanto manterá suas ações focadas em soja, algodão e milho. “Essas três culturas continuarão a crescer para a empresa. Além disso, a companhia também vem apostando no segmento de hortaliças e, em especial no Brasil, no mercado de cana-de-açúcar, para o qual estão sendo desenvolvidas inovações e tecnologias”, ressalta Santos.  

Seguindo este panorama de otimismo, a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) encomendou um estudo, feito pela consultoria Céleres, sobre o uso da biotecnologia na agricultura brasileira. De acordo com os dados divulgados, os organismos geneticamente modificados geraram até agora ganhos de US$ 3,6 bilhões para o setor agrícola nacional. Para o presidente da Abrasem, Ywao Miyamoto, a adoção de novas tecnologias é vital para que o mercado obtenha números tão satisfatórios. “No caso das sementes, estamos constatando que o produtor aderiu à biotecnologia de forma consciente”, observa.

E as perspectivas em longo prazo são ainda melhores. Segundo projeções da Céleres, na safra 2018/19, o algodão transgênico atingirá 1,6 milhão de hectares plantados (118,1 mil hectares em 2008/09). Já o plantio de milho transgênico chegará a 11,2 milhões de hectares (1,14 milhão hectares na safra 2008/09), enquanto o plantio de soja transgênica será de 25,2 milhões de hectares (21,5 milhões de hectares na safra 2008/09).

   
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