Na seção Ponto de Vista da edição de julho de 2008 da Consumer Reports, o autor do artigo deu falso testemunho sobre vários aspectos do envolvimento da Monsanto na indústria de derivados do leite, incluindo rotulagem de leite, saúde de vacas e saúde dos consumidores.
O artigo assinalou os esforços por parte dos fazendeiros de leite, da Monsanto e de outros para aprovar a legislação sobre a rotulagem de leite proveniente de vacas que não foram tratadas com nosso então produto rBST, Posilac (Obs.: a Monsanto se desfez desse negócio em agosto de 2008). O artigo diz que tais esforços são para "proibir as empresas de derivados do leite de rotular seus leites como livres de rbGH" ou para impor condições que seriam difíceis de serem cumpridas.
Essa descrição de nossos esforços está totalmente inexata. A Monsanto não está lutando para impedir ou tornar difícil a rotulagem do leite. Nós não somos contra a rotulagem precisa do leite - mesmo quando ela é feita para indicar que nosso ex-produto não foi utilizado. Estamos somente tentando assegurar que onde tal rotulagem for usada que seja precisa e não passe informações erradas aos consumidores ou que deprecie o nosso produto.
A U.S. Food and Drug Administration - FDA (agência norte-americana que regula produtos alimentícios e farmacêuticos) publicou diretrizes para assegurar que a rotulagem para alimentos livres de rBST não fosse enganosa. Infelizmente, essas diretrizes foram amplamente ignoradas. Em um esforço para lucrar a partir da geração de medo, muitas processadoras de leite usam rótulos que sugerem que o leite de vacas tratadas com rBST é prejudicial, ou de alguma forma diferente do leite de vacas não tratadas. De acordo com a FDA, a agência norte-americana que regula alimentos e medicamentos, declarar ou deixar isso implícito é falso e enganoso.
Esta é a base para os nossos esforços para rotulagem. É uma simples questão de honestidade na rotulagem.
Além disso, o artigo alega que o uso de rBST aumenta as "inflamações no úbero", conhecida como mastite, em vacas, e os níveis de IGF-1 em humanos. Usuários de Posilac dependem do bem estar de suas vacas leiteiras para sobreviver e precisam manter rebanhos saudáveis e produtivos para obterem sucesso em seus negócios. A FDA determinou, depois de uma análise completa, incluindo um estudo de dois anos feito com 28 rebanhos, que o rbST é seguro para as vacas leiteiras. Além disso, um estudo publicado por dois pesquisadores da Universidade de Cornell indicou que as vacas tratadas com o suplemento de rbST são tão saudáveis e permanecem em rebanhos por tempo igual quanto as que não receberam o suplemento.
Por fim, não há diferenças no leite de vacas tratadas com Posilac e o leite de vacas que não receberam Posilac. Todo o leite e todas as pessoas têm IGF-1. A IGF-1 é uma proteína que promove o crescimento e reparação dos tecidos principais e ocorre naturalmente em humanos em níveis muito mais altos que aqueles achados no leite de vaca. De fato, uma pessoa precisaria beber 400 copos de 200 mg de leite em um único dia para igualar a quantidade já secretada naturalmente dentro do corpo humano.
No fim de tudo, não há nenhuma evidência que indique que o leite de vacas tratadas com rbST necessita de qualquer rotulagem diferente do que aquela do leite de vacas não tratadas. Esta rotulagem é simplesmente uma ferramenta de marketing. Não se pode permitir que ferramentas de marketing enganem os consumidores.
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