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Qual é a influência no ambiente da biotecnologia aplicada à agricultura?
O cultivo de plantas geneticamente modificadas leva à preservação do ambiente ao reduzir a necessidade de aplicação de insumos químicos e ao facilitar a adoção, no caso da tecnologia Roundup Ready, de práticas conservacionistas como a do plantio direto.
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Como fica o uso de agroquímicos nas culturas geneticamente modificadas?
As culturas geneticamente modificadas/transgênicas são um poderoso agente da redução do uso de agroquímicos. Levantamentos indicam que 75% dos produtores americanos que cultivam a soja Roundup Ready utilizaram uma única aplicação de herbicidas, o que possibilitou uma economia de 10% a até 40% desses produtos.
Segundo estudo conduzido pela PG Economics em 2005, no Reino Unido, "Lavouras GM: Impactos Econômicos e Ambientais no Brasil e no Mundo - Os Primeiros Nove Anos, de 1996-2004", as lavouras geneticamente modificadas reduziram o volume de aplicação de inseticidas em 6%, desde 1996, todo o mundo. Foram poupadas 172,5 mil toneladas de produtos segundo o estudo, o equivalente a 1.514 vagões de carga carregados com os princípios ativos de inseticidas. Os maiores benefícios ao meio ambiente vieram da menor aplicação de inseticidas/herbicidas nas lavouras de soja e algodão transgênicos, o que reduziu o impacto ambiental causado pelos agroquímicos em 19% e 17%, respectivamente. A economia global proveniente da redução de defensivos agrícolas em 2004 foi equivalente a cerca de 1/3 dos princípios ativos aplicados atualmente em lavouras da Europa. No Brasil, o volume de herbicidas usados na lavoura de soja transgênica diminuiu em cerca de 3,2 mil toneladas, o equivalente à redução do impacto ambiental associado ao cultivo da soja em 4% desde 1997.
O levantamento do Centro Nacional para Políticas Agrícolas e Alimentares (NCFAP - Nacional Center for Food and Agricultural Policy), publicado em novembro de 2005, cita o estudo de W. Mullins, que compara o algodão Bollgard®, resistente a insetos-pragas, com seu similar convencional nas lavouras norte-americanas, confirmando as vantagens econômicas e agronômicas do algodão resistente a insetos. As análises indicam que o algodão Bollgard® reduziu o uso de inseticidas em 2,32 aplicações por hectare, economizando US$ 35,40.
Levantamentos feitos na região do Cotton Belt, nos EUA, indicaram que, pelo uso do algodão Bollgard, resistente ao ataque de pragas, os agricultores americanos já conseguiram reduzir em 12% a utilização de inseticidas desde que as primeiras variedades geneticamente modificadas/transgênicas foram introduzidas, de acordo com o National Center for Food and Agricultural Policy, de Washington.
Em 2003, um estudo divulgado pela Universidade de Bonn, na Alemanha, mostrou que, no caso do algodão geneticamente modificado, a dose de inseticida aplicada foi três vezes menor que o volume aplicado nas plantações convencionais (economia de US$ 30 por hectare), o que representa uma economia de quase 70% do produto comercial e também da presença de ingredientes ativos na planta. A maior parte da redução foi de substâncias químicas altamente tóxicas.
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Haverá o surgimento de superpragas nas culturas geneticamente modificadas?
Estudos e testes de campo foram e são conduzidos para avaliar esta possibilidade. Todas as conclusões confirmam que as plantas aprovadas não apresentam tais riscos. Existe, além disso, um rigoroso controle posterior à liberação comercial dessas plantas. Aquelas que naturalmente eliminam pragas agrícolas são cultivadas em regime de manejo integrado, de modo a respeitar o equilíbrio ambiental.
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Como ficam os insetos ou outros seres vivos do ambiente nas culturas geneticamente modificadas?
Diversos produtos desenvolvidos pela biotecnologia e que já receberam aprovação para plantio e consumo comercial são resistentes a insetos-pragas, como as variedades conhecidas como Bt. Elas receberam um gene que permite à planta sintetizar uma proteína que mata determinados insetos-praga, mas que não tem efeito sobre os demais insetos ou outros seres vivos.
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As plantas geneticamente modificadas provocam poluição genética?
As plantas geneticamente modificadas não provocam poluição genética porque o potencial de cruzamento não depende da característica introduzida por técnicas de engenharia genética na planta, mas sim do sistema de polinização - que pode ser autofecundação, polinização por insetos ou pelo vento. A soja, por exemplo, é uma espécie predominantemente autopolinizável e, portanto, inviabiliza a possibilidade de cruzamento com outras plantas de soja ou de qualquer outra espécie. Já os testes e os plantios realizados mostram a improbabilidade do cruzamento do algodão com espécies nativas.
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Existem pesquisas brasileiras sobre o impacto dos plantios geneticamente modificados em nosso ecossistema?
O Brasil dispõe de estudos científicos sobre o comportamento das culturas geneticamente modificadas/transgênicas em solo nacional, tanto em relação ao ambiente como para a saúde humana. Pesquisas e testes de campo vêm sendo conduzidos pela Embrapa (Embrapa-Soja, Embrapa-Cerrados, Embrapa-Trigo, Embrapa-Meio Norte), pela Cooperativa Central Agropecuária de Desenvolvimento Técnico e Econômico (Coodetec), Syngenta, DuPont, universidades federais (como a Universidade Federal de Viçosa), estaduais, institutos de pesquisa, com o Iapar, no Paraná, e pela própria Monsanto, quando, após solicitar o credenciamento de suas áreas experimentais junto à CTNBio, iniciou os estudos com a soja e milho Roundup Ready em diversos campos de pesquisa no Brasil.
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A Monsanto realiza testes no Brasil?
A Monsanto, assim como outras empresas de biotecnologia, realiza testes no Brasil, monitorados pelas autoridades federais. A empresa conta com 13 unidades de pesquisa, armazenagem e/ou processamento de sementes convencionais e/ou transgênicas em seis Estados brasileiros: Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, além de dispor de mais de 100 campos de testes de soja, milho, sorgo e plantio direto.
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