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O que é biotecnologia agrícola?
A biotecnologia agrícola é uma ferramenta da pesquisa agrícola caracterizada pela transferência de genes (e, conseqüentemente, de características desejadas) entre espécies diferentes, com segurança e precisão.
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Qual a diferença entre biotecnologia e melhoramento tradicional?
No melhoramento tradicional, cruzam-se as espécies iguais pela combinação simultânea de vários genes. Já a biotecnologia é uma evolução deste processo, com o objetivo de acelerá-lo e oferecer maior precisão aos cruzamentos, uma vez que permite a inserção de genes cujas características são conhecidas com antecedência, sem que o restante da cadeia de DNA seja alterado.
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Quando foram iniciados os primeiros experimentos com a biotecnologia?
A biotecnologia é resultado do conhecimento cumulativo adquirido com o estudo e aplicações da biologia. Considerando-se, então, que a biotecnologia engloba todos os processos que se utilizam de agentes biológicos para a obtenção de produtos, pode-se dizer que esta técnica existe há milhares de anos, desde que se descobriu a fermentação de pães, bebidas e queijos realizada por microorganismos. Porém, a primeira aplicação comercial do termo biotecnologia aconteceu em 1982, com a produção de insulina para o tratamento de diabetes.
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Quais as aplicações da biotecnologia?
O uso das ferramentas da biotecnologia tem viabilizado o desenvolvimento de produtos de ponta em todas as áreas de aplicação da biologia, como plantas geneticamente modificadas, medicamentos, vacinas, hormônios, anticorpos, enzimas e kits de diagnóstico, entre outros. A biotecnologia oferece alternativas para prevenção e combate de doenças, amplia a oferta de alimentos e colabora para a preservação ambiental. Hoje, ela é aplicada no desenvolvimento de plantas resistentes a herbicidas ou pragas que afetam as lavouras. Em um futuro próximo, plantas poderão ser utilizadas como vacinas e microrganismos geneticamente modificados serão ferramentas de despoluição.
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Quais são as plantas geneticamente modificadas hoje?
Hoje existem sete principais culturas comerciais geneticamente modificadas: soja, milho, algodão, canola, arroz, batata e tomate. Porém, existem cerca de 60 diferentes culturas transgênicas em teste. Estamos na chamada primeira geração da biotecnologia agrícola, caracterizada por espécies desenvolvidas para facilitar a produção, como as plantas tolerantes a herbicidas ou resistentes a pragas. Está em estudo a segunda geração da biotecnologia, que trará, por exemplo, plantas com maior quantidade de nutrientes.
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Quais produtos serão desenvolvidos no futuro?
A segunda geração da biotecnologia agrícola prevê o desenvolvimento de produtos que vão beneficiar o consumidor diretamente, como alimentos mais nutritivos. A Monsanto, por exemplo, desenvolve uma variedade de canola cujo óleo é enriquecido com betacaroteno, que favorece a produção de vitamina A pelo organismo. Também estão em fase de estudos soja e milho com maior teor de proteína, tolerantes a estresse hídrico, soja com Ômega e arroz enriquecido com vitamina A. Já na terceira geração da biotecnologia agrícola, serão desenvolvidas plantas que trarão benefícios diretos ao homem (por exemplo, atuarão como vacinas e imunizarão contra doenças) e ao ambiente (plantas como biocombustíveis).
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Por que desenvolver plantas pela biotecnologia?
Basicamente para facilitar o manejo agrícola, reduzindo custos e ampliando os ganhos do produtor, além de facilitar o manejo da lavoura, contribuindo para melhorar sua qualidade de vida. Além disso, a biotecnologia traz benefícios para o homem, com o crescimento da oferta de alimentos, o desenvolvimento de alimentos mais saudáveis e a preservação ambiental.
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Por que aumentar a produtividade agrícola?
O processo de abertura de novas fronteiras agrícolas exige grandes investimentos em infra-estrutura e destruição de grandes extensões de mata nativa. A solução é aumentar a produtividade por hectare plantado nas áreas já cultivadas.
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Qual a área global cultivada com transgênicos?
Segundo dados do balanço anual do ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia), a área mundial de organismos geneticamente modificados (OGMs) cultivados em 2005 registrou um aumento de 9,0 milhões de hectares, atingindo o patamar de 90 milhões de hectares em todo o mundo. Esse aumento representa 11% a mais em relação a 2004 e o número de agricultores que cultivaram plantas geneticamente modificadas ultrapassou a barreira dos 8,5 milhões. Atualmente 21 países permitem o cultivo de plantas transgênicas e 90% dos produtores são de países em desenvolvimento. Isso faz com que o crescimento absoluto na área de produção de organismos geneticamente modificados seja maior em paises em desenvolvimento (23% a mais que em 2004) do que em países desenvolvidos (5%). O Brasil é o terceiro país que mais cultiva transgênicos: 9,4 milhões de hectares.
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Os transgênicos podem ser considerados como a salvação para a fome no mundo, como muitas vezes é anunciado? Até que ponto essa é uma proposta realista?
Seria muito simplista dizer que a biotecnologia sozinha seria capaz de resolver o problema da fome no mundo. A técnica pode ser considerada uma ferramenta moderna de melhoria da agricultura e de aumento da produtividade agrícola, o que, conseqüentemente, amplia a oferta de alimentos. A biotecnologia permite, por exemplo, o desenvolvimento de plantas resistentes à seca em regiões áridas ou o incremento da produção de milho para ração de aves e suínos, o que contribui para aumentar a oferta e baratear o preço desses alimentos. Aliada ao aumento da oferta de empregos e à distribuição de renda, a biotecnologia pode ser um fator de melhoria das condições de vida do homem.
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O que é a soja Roundup Ready?
A soja Roundup Ready é uma variedade geneticamente modificada tolerante a herbicida. Ela tem em seu DNA o gene CP4EPSPS, que lhe confere tolerância ao glifosato. Essa soja foi desenvolvida pela Monsanto e hoje é produzida em países como Estados Unidos, Brasil e Argentina, dois dos maiores produtores mundiais da oleaginosa.
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O que é o milho Bt?
O milho geneticamente modificado conhecido como Bt carrega em seu código genético um gene de Bacillus thuringiensis, uma bactéria encontrada naturalmente no solo e que tem ação inseticida contra diferentes pragas que afetam as lavouras, sendo comumente usada na agricultura orgânica. O Bt é inofensivo para seres humanos e outros animais.
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O que é o algodão Bt?
O algodão Bt possui em seu código genético um gene da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), encontrada naturalmente no solo e que tem ação inseticida natural. Com essa característica, a cultura de algodão Bt é protegida dos ataques de três das principais pragas das lavouras algodoeiras: o curuquerê do algodoeiro, a lagarta rosada e a lagarta-da-maçã.
De acordo com o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia (ISAAA), o algodão geneticamente modificado é a terceira lavoura mais cultivada do mundo, com 9,8 milhões de hectares plantados, o que representa 11% da área global de transgênicos.
Uma análise feita em 2001, nos Estados Unidos, mostra que a lavoura de algodão Bollgard® proporcionou a economia de 4,5 milhões de galões de combustível necessários ao transporte e aplicação do químico no ano anterior.
A redução da aplicação de inseticidas também reduz o contato e intoxicação de animais com o produto químico, além de prevenir o descarte excessivo de embalagens, que muitas vezes não são devidamente manejadas e causam contaminação de rios e solos. O mesmo estudo concluiu ainda que, com o algodão Bollgard®, 416 mil vasilhames de inseticidas deixaram de ser utilizados e descartados no meio ambiente.
Ainda sobre o contato com químicos, sua menor aplicação na lavoura de algodão Bollgard® diminui a exposição dos produtores aos inseticidas, prevenindo eventuais problemas de intoxicação causados pelo seu uso excessivo.
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