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Quais pesquisas atestam a diferença de produtividade entre a planta geneticamente modificada e a convencional?
Diversos estudos comprovam os benefícios econômicos das plantas geneticamente modificadas. Entre eles:
• O levantamento do Centro Nacional para Políticas Agrícolas e Alimentares (NCFAP - Nacional Center for Food and Agricultural Policy), publicado em novembro de 2005, cita o estudo de W. Mullins, que compara o algodão Bollgard® com seu similar convencional nas lavouras norte-americanas, confirmando as vantagens econômicas e agronômicas do algodão resistente a insetos. As análises de 2004 indicam que o algodão Bollgard® está associado ao aumento de produtividade e queda de aplicações de inseticidas. A variedade produziu 254,91 milhões de quilos a mais que a convencional e o custo de produção foi reduzido em US$ 102 milhões, graças ao menor uso de aplicações de inseticidas - 725,74 mil quilos a menos que o convencional. Esses cálculos representam um aumento de fibras de algodão de 55%, comparado a 2003.
• O cientista belga Rodolphe de Borchgrave conclui que a adoção da soja e do milho geneticamente modificados tolerantes ao herbicida à base de glifosato na agricultura brasileira resultaria em uma economia de cerca de 50% no uso de herbicidas. Já com o milho Bt, os agricultores teriam aumento de 5% na produtividade e economizariam 50% em inseticidas. O cultivo do milho Bt no Brasil também ajudaria a reduzir a dependência em importações, especialmente nos Estados do Nordeste, com um salto da produção de 31,5 milhões para 33,1 milhões de toneladas de grãos.
• O Instituto de Economia Agrícola - Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa Agropecuária (Fundepag) concluiu que, comparando-se o sistema de produção de soja convencional com o da soja Roundup Ready, é possível obter um acréscimo de 5% a 14% na rentabilidade em Goiás e Mato Grosso.
• Pesquisa da cooperativa Cotrijal com 38 produtores no Centro-Oeste americano mostrou que a produtividade da soja transgênica é, em média, quatro sacos e meio maior por hectare do que a da soja convencional. Aliado ao menor uso de herbicidas, a vantagem dos agricultores americanos é de US$ 73,70 por hectare.
• O Instituto de Estudo Avançados da Universidade de São Paulo (USP) aponta que o plantio de soja transgênica proporcionaria ao agricultor um ganho de US$ 66 por hectare.
• A economista Maria Benetti, da Fundação de Economia e Estatística (FEE) divulgou, em outubro de 2003, um estudo que indica que o lucro líquido das lavouras passa de 39% sobre o valor bruto da produção, no caso da soja convencional, para 51% na transgênica. O ganho, segundo ela, é fruto da queda de 17% nos gastos, mesmo considerando-se uma alta de 25% no custo das sementes transgênicas a título de royalties para a empresa detentora da tecnologia.
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As lavouras geneticamente modificadas têm custo de produção menor que as convencionais?
As lavouras geneticamente modificadas apresentam menores custos que a convencionais, conforme demonstram os dados do Centro Nacional para Políticas Agrícolas e Alimentares (NCFAP - Nacional Center for Food and Agricultural Policy), publicado em novembro de 2005. De acordo com a pesquisa, o plantio de soja tolerante a herbicidas custou US$ 7,43 por hectare em 2004, enquanto que o cultivo da soja convencional por hectare custou US$ 8,66. Representando economia de cerca de 25%. No total, produtores americanos economizaram US$ 1,37 bilhões em custos de manejo de pragas graças à mudança para a soja RR. Isso representa uma redução de manejo de pragas de 14% comparado ao ano de 2003.
Além da soja, outras culturas GM também se mostraram como opções lucrativas aos produtores. Os dados do NCFAP comprovaram que juntos, os milhos tolerantes ao glifosato e ao glufosinato reduziram 8,39 milhões de quilos em 2004 (6,89 e 1,5 milhões, respectivamente) o uso de herbicidas. Além disso, o plantio dos dois híbridos geneticamente modificados trouxe economia de US$ 139 milhões aos agricultores, graças à facilidade de manejo e menor custos com associação de herbicidas na lavoura. Em comparação com 2003, o lucro dos produtores em 2004 foi 39% maior e o uso de herbicidas foi 51% menor.
No Brasil, pesquisas comprovaram que a soja Roundup Ready®, devido à menor dependência de herbicidas convencionais e ao menor número de operações na lavoura, teria redução de 15% nos custos de produção, de 20% a 40% no uso de combustíveis, 90% na erosão do solo e 33% no nível de impureza dos grãos colhidos. Já na Argentina, levantamentos do Inta (Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária) comprovaram diminuição de 15% a 20% nos custos de produção da soja geneticamente modificada no país, que registrou reduções de US$ 25 a US$ 30 por hectare cultivado.
Segundo um estudo feito pela Kleffman e Partner com a safra de soja do RS, comparando a safra de 1999 a 2003, observou-se uma significativa redução (- 42%) no uso de herbicidas seletivos contra um aumento de apenas 10% no uso de glifosato, gerando uma economia financeira direta para o agricultor em herbicidas, da ordem de 53,5%. Levantamento feito em 2003 mostrou também que existem hoje no Brasil mais de 25 marcas de herbicidas à base de glifosato, comercializados por cerca de 15 empresas nacionais e multinacionais que são utilizados, além da agricultura, em reflorestamento e áreas não agrícolas (ex.: áreas urbanas, ferrovias, etc…).
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A biotecnologia não é uma tecnologia distante dos pequenos agricultores?
Pelo contrário. Por facilitar o manejo, a biotecnologia tem potencial para beneficiar todos os agricultores, inclusive os de menor porte. Por exemplo, o uso de sementes geneticamente modificadas traz inúmeros benefícios a pequenos cotonicultores de países em desenvolvimento, aumentando a produtividade em até 60%, reduzindo os custos com inseticidas e, conseqüentemente, gerando mais lucros. Em 2005, lavouras GM foram cultivadas por aproximadamente 8,5 milhões de fazendeiros em 21 países, sendo que 90% dos fazendeiros beneficiários têm recursos considerados limitados, de países em desenvolvimento, de acordo com o relatório do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia (ISAAA).
Pesquisa realizada em 2005 pelo IMRB (Companhia Indiana de Pesquisas de Mercado) com cerca de 3.000 pequenos cotonicultores na Índia constatou que agricultores indianos que plantaram algodão transgênico Bollgard®, resistente a insetos, diminuíram de quatro a cinco vezes as aplicações de inseticidas, representando uma economia média de US$ 10 por hectare em 2004, quando comparados com aqueles que cultivaram variedades convencionais. O estudo mostra também que a média de aplicações de inseticidas nas plantações de algodão Bollgard® foi de 1,7 vez, comparado com as 6,2 vezes necessárias em lavouras da variedade convencional. Segundo a IMRB, a economia dos produtores indianos com o uso da tecnologia Bt chegou a US$ 30 milhões (1,3 bilhão de rúpias indianas), graças às reduções no uso de inseticidas e de cerca de 80% dos gastos de produção.
Segundo estudo sobre o uso de algodão Bt por pequenos agricultores na África do Sul, realizado pela Universidade de Reading (Reino Unido), o custo da aquisição das sementes geneticamente modificadas foi compensado pela redução nas despesas com inseticidas: 13% na safra 1999/00 e 38% na de 2000/01.
O Brasil, por exemplo, poderá aumentar a produtividade e a rentabilidade de sua agricultura, com maior preservação dos recursos naturais existentes, tornando-se mais competitivo no mercado global. A facilidade do manejo das plantas daninhas, a redução do uso de agroquímicos, o menor custo de produção e a melhora da produtividade são alguns dos benefícios que a biotecnologia oferece já aos agricultores, principalmente para os pequenos produtores, como já vem ocorrendo hoje em países como Índia, Indonésia, China, África do Sul e México.
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A introdução das lavouras geneticamente modificadas influenciou o mercado de insumos agrícolas?
A partir do lançamento comercial da primeira planta geneticamente modificada nos Estados Unidos, em 1993, o mercado de insumos químicos (herbicidas, inseticidas, fungicidas) sofreu significativa redução de volume. Isso porque as lavouras geneticamente modificadas demandam menor quantidade de agroquímicos que as convencionais. A queda nos preços dos herbicidas para cultura de soja, por exemplo, chegou a 75%.
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A biotecnologia na agricultura torna o produtor dependente de poucas variedades de sementes?
A idéia de uma única variedade de sementes sendo cultivada em larga escala não corresponde à realidade. Na prática, quem define qual semente será plantada é o agricultor. Ele pode adquirir variedades com características incorporadas pela biotecnologia, ou pode optar por sementes desenvolvidas apenas pelo melhoramento tradicional. Ou, ainda, plantar sementes guardadas, ou de paiol. E há também os agricultores que investem na agricultura orgânica.
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O agricultor que optar pela soja Roundup Ready será obrigado a adquirir o herbicida Roundup (venda casada)? Existe o risco de monopólio de mercado?
A soja Roundup Ready é tolerante a qualquer herbicida à base de glifosato, que além de já ter seu correspondente genérico, é produzido no Brasil por diversas empresas, nacionais e multinacionais. Existem hoje 18 empresas nacionais e estrangeiras que comercializam herbicidas à base de glifosato e mais de 20 marcas no País. Até o momento, no entanto, o único herbicida a possuir registro junto ao Ministério da Agricultura para uso sobre a soja transgênica é o Roundup Ready.
Os produtos à base de glifosato são usados por produtores de mais de 130 países, inclusive o Brasil, para controlar as plantas daninhas das lavouras. Sua segurança ambiental e à saúde foi testada em avaliações feitas pelas autoridades de registro no Brasil e órgãos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e pela comunidade científica internacional ao longo dos últimos 30 anos.
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Fala-se que o Brasil teria um nicho de mercado para soja não-transgênica na Europa. A percepção está errada?
Trata-se de um equívoco. A soja Roundup Ready® foi aprovada para importação e consumo na União Européia (UE) em 1996. Em 2002, a UE importou 15 milhões de toneladas de soja. O aumento das exportações de soja do Brasil para a UE e a queda das dos EUA são decorrência, respectivamente, do crescimento da demanda em função da substituição de proteína animal por vegetal para alimentar o gado (em decorrência do "mal da vaca louca") e da seca nos EUA, que acarretou uma queda na produção desse país. Além disso, a Argentina passou a ocupar lugar de destaque nesse mercado, com o crescimento de 125% de suas exportações de soja e derivados para a Europa nos últimos três anos.
A Espanha, por exemplo, cultiva o milho resistente a insetos desde 1998 e lidera o ranking de lavouras geneticamente modificadas plantadas na União Européia, com 100 mil hectares cultivados, de acordo com o ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia). A República Tcheca aprovou a produção comercial de uma lavoura GM pela primeira vez em 2005 e a cultura escolhida foi o milho Bt. França e Portugal, após anos de suspensão, retomaram o cultivo da mesma variedade também em 2005.
No início de 2006, a Comissão Européia aprovou a importação e comercialização de três milhos geneticamente modificados em todos os 25 Estados-membros da União Européia. A autorização, válida por 10 anos, prevê que dois híbridos sejam importadas para alimentação humana ou como ingrediente, enquanto a outra tecnologia seja utilizado como ingrediente na alimentação animal. Outra medida a favor dos transgênicos, realizada no início de 2006, foi a permissão de plantio e comercialização de híbridos de milho resistente a insetos, na Grécia e na Alemanha, a partir da próxima safra. Outra medida a favor dos transgênicos, realizada no início de 2006, foi a permissão de plantio e comercialização de híbridos de milho com a tecnologia Yieldgard®, desenvolvida pela Monsanto, na Grécia e na Alemanha, a partir da próxima safra.
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Fala-se que o Brasil poderá cair no atraso tecnológico e perder competitividade na agricultura caso não legalize os transgênicos. Ao mesmo tempo, a produção de grãos do País não pára de bater recordes. O Brasil precisa mesmo dos transgênicos?
A produção agrícola brasileira cresceu porque houve expansão da área plantada, principalmente na região dos cerrados, com conseqüente impacto ambiental. A biotecnologia é capaz de propiciar aumento da produção e otimização dos recursos naturais, melhorando ainda mais os índices da agricultura brasileira. Além disso, a facilidade do manejo, a redução do uso de pesticidas, o menor custo de produção e a melhora da produtividade são grandes benefícios que a biotecnologia oferece para o pequeno agricultor, como já vem ocorrendo hoje em países como a Índia, a China e o México.
O relatório do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA) demonstra que o Brasil foi o País com maior aumento de área de lavouras transgênicas - que de 5 milhões de hectares em 2004 passou a 9,4 milhões de hectares em 2005. Além disso, os benefícios dos transgênicos aos produtores brasileiros são comprovados no estudo conduzido pela PG Economics em 2005, no Reino Unido, "Lavouras GM: Impactos Econômicos e Ambientais no Brasil e no Mundo - Os Primeiros Nove Anos, de 1996-2004": o volume de herbicidas usados na lavoura de soja transgênica no Brasil diminuiu em cerca de 3,2 mil toneladas, o equivalente à redução do impacto ambiental associado ao cultivo da soja em 4% desde 1997.
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