A BIOTECNOLOGIA
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Artigo publicado na revista Science ( www.sciencemag.org), edição de 6 de junho/2007 (vol.316), avaliou o impacto do gene Bt, presente na tecnologia, nos insetos que não são considerados alvos do seu controle. A análise de Marvier et al. sobre os 42 campos experimentais apontou que nas lavouras de algodão e milho Bt, a presença de insetos benéficos às culturas são mais abundantes que nas produções convencionais que necessitam a aplicação de defensivos. |
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O estudo "Lavouras GM: os primeiros dez anos - impactos sociais, econômicos e ambientais globais", (2007) de autoria dos economistas Graham Brookes e Peter Barfoot, da consultoria inglesa PG Economics, é um dos primeiros levantamentos quantitativos sobre o impacto da biotecnologia de 1996 - 2006: |
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Ao comparar as variações anuais do uso de agroquímicos nas lavouras derivadas da biotecnologia com as plantações convencionais desde 1996 até 2005, o uso global de herbicidas/inseticidas no cultivo de plantas transgênicas diminuiu em quase 224 mil toneladas, o equivalente a cerca de 40% do volume atual de defensivos aplicados nas lavouras na União Européia.
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Além de diminuir o impacto ambiental decorrente da aplicação de agroquímicos em mais de 15% nos últimos dez anos, só em 2005, a redução da liberação de CO2 (dióxido de carbono), resultado das novas tecnologias agrícolas, corresponde à remoção de quatro milhões de carros das estradas por um ano.
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A colaboração da biotecnologia ao controle do efeito estufa se deu de dois modos ao longo dos últimos dez anos: redução do uso de combustível diesel nas lavouras e seqüestro de carbono. O primeiro benefício se explica pela menor necessidade de aplicação de defensivos, o que dispensou, consideravelmente, o uso de maquinário e idas ao campo.
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Em 2005, a redução de gás carbônico na atmosfera, resultante da queima de combustíveis na agricultura, foi cerca de um milhão de toneladas. O seqüestro de carbono, por sua vez, foi possível com as novas práticas agrícolas viabilizadas a partir da adoção da biotecnologia, como o Plantio Direto, que eliminam a necessidade de arar e revolver a terra, o que resultou na redução de oito milhões de toneladas de CO2 liberados na atmosfera em 2005.
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Outro estudo, também elaborado pela PGEconomics, em 2006, "Lavouras GM: Impactos Econômicos e Ambientais no Brasil e no Mundo - Os Primeiros Nove Anos, de 1996-2004" ("GM Crops: The Global Socio-Economic and Environmental Impact - The First Nine Years 1996-2004") trazem mais informações:
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O cultivo de transgênicos contribuiu para reduzir, de maneira significativa, a emissão de gases causadores do efeito estufa, com a substituição das práticas agrícolas. Isso se dá em função da redução no uso de combustível - cerca de 1,8 bilhão de litros nos últimos nove anos - do seqüestro adicional de carbono em função da aração reduzida e de melhores práticas de plantio direto associadas às lavouras biotecnológicas. Em 2004, essa redução foi equivalente à eliminação de mais de 10 bilhões de kg de dióxido de carbono da atmosfera, ou a tirar 5 milhões de carros - um quinto dos carros registrados no Reino Unido - das ruas por um ano. O cultivo de transgênicos já se apresenta como uma contribuição positiva importante para a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa.
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Desde 1996, o plantio de transgênicos reduziu em 6% o volume de pulverização de pesticidas em nível mundial, o equivalente a um decréscimo de 172,5 milhões de kg, o que representa eliminar 1.514 vagões de ingredientes ativos de pesticidas. Os maiores ganhos ambientais observados em função da redução da pulverização de pesticidas foram observados nas culturas de soja e algodão, que reduziram a área afetada no meio ambiente em 19% e 17%, respectivamente.
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Desde 1996 até 2004, o uso de pesticidas caiu para 172 toneladas, reduzindo em 14% o impacto no meio-ambiente.
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Nações industrializadas como os Estados Unidos e o Canadá, bem como nações em desenvolvimento como a China, África do Sul e Argentina, observaram as maiores reduções no impacto ambiental da produção das lavouras.
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Segundo levantamento feito pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), divulgado em junho de 2006, o avanço das culturas transgênicas no Brasil, dentro dos próximos cinco a dez anos, pode reduzir em até 20% a aplicação de insumos nas lavouras, incluindo herbicidas e pesticidas. A principal razão da queda de consumo são as características agregadas às variedades, que exigem menos agroquímicos para seu desenvolvimento.
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As modificações ambientais relatadas para as plantas transgênicas, em relação a organismos e processos do solo, não diferem "em qualidade e magnitude" daquelas causadas pela agricultura convencional e pelas variações naturais do solo. Esta é uma das principais conclusões do estudo "Interferência no Agrossistema e Riscos Ambientais de Culturas Transgênicas Tolerantes a Herbicidas e Protegidas contra Insetos", dos pesquisadores e engenheiros-agrônomos, doutores e professores titulares da Universidade Federal de Lavras-MG, José Oswaldo Siqueira, Isabel Cristina de Barros Trannin e Magno Antônio Patto Ramalho, e da engenheira-agrônoma e doutora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Eliana Maria Gouvea Fontes, publicado na edição janeiro/abril de 2004 dos Cadernos de Ciência e Tecnologia, de Brasília-DF.
( http://atlas.sct.embrapa.br/cct/CCT.nsf/ 58746210a581b93703256a2c0046705e/4b75f6c80c6407f383256ebe0047d606?OpenDocument)
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De acordo com o estudo dos Cadernos de Ciência e Tecnologia, a agricultura acabou se tornando uma das atividades humanas mais impactantes para o meio ambiente, ao longo dos mais de 10 mil anos que vem sendo praticada pelo homem, em virtude do desmatamento, manejo e uso inadequado do solo, incluindo o excesso de pastejo, a salinização, a compactação, a erosão, a perda de fertilidade e a contaminação por agroquímicos. Entretanto, várias práticas e tecnologias agrícolas podem se contrapor a essa degradação ambiental, segundo os mesmos autores. Entre elas, são elencados: o sistema de plantio direto, a rotação de culturas, os atuais sistemas de irrigação, a agricultura de precisão, os cultivos orgânicos e as variedades de plantas geneticamente modificadas.
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Estudo "Biodiversity and Agricultural Biotechnology - A Review of the Impact of the Biotechnology on Biodiversity" (Biodiversidade e Agrobiotecnologia - Uma Revisão do Impacto da Biotecnologia na Biodiversidade) faz uma análise de como as plantações geneticamente modificadas oferecem ganhos para o meio ambiente e efeitos positivos para a biodiversidade. Neste trabalho, é destacada a importância da diversidade biológica, que, durante as últimas décadas, tem sido a chave para o desenvolvimento sustentável. De acordo com o trabalho, os avanços conquistados com o cultivo de plantas geneticamente modificadas permitem um incremento na produtividade, sem, em contrapartida, representar um aumento no uso de pesticidas e herbicidas. As plantações de variedades transgênicas podem aumentar a produtividade de forma vertical e não horizontal, ou seja, sem a necessidade de expansão de fronteiras agrícolas no mundo.
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Estudo realizado pela Universidade da Califórnia e pelo Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revela que três variedades de mostarda transgênica (Brassica juncea) têm a capacidade de absorver até quatro vezes mais selênio de solos contaminados do que as espécies selvagens. O selênio é um mineral essencial aos humanos e animais e é encontrado no solo como selenato. Porém, em doses elevadas, é tóxico, podendo contaminar lençóis freáticos e causar sérias deformidades em pássaros.
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O estudo do National Center for Food and Agricultural Policy (NCFAP), "Os impactos das colheitas derivadas da biotecnologia na agricultura dos Estados Unidos em 2005" (nov/2006) - www.ncfap.org:- informa que:
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O uso de herbicidas no cultivo de canola tolerante ao glifosato foi de 0,16kg a menos que no cultivo da canola convencional - a canola tolerante ao glufosinato foi de 0,22kg a menos que a convencional. Nos dois estados que o impacto foi analisado (Dakota do Norte e Minnesota), isso representa uma redução de 312 mil kg em uso de herbicida.
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Segundo a consultoria Céleres, do período de 1996/97 a 2006/07, a renda incorporada pelo produtor brasileiro com o plantio da soja RR chegou a US$ 1,5 bilhão, mas que, potencialmente, poderia ter atingido US$ 4,6 bilhões. Sobre o plantio de algodão Bollgard, iniciado somente na safra 2006/07, o estudo fez uma projeção dos benefícios econômicos potenciais para os produtores até a safra 2016/17 e concluiu que, a partir de uma área plantada acumulada de 23 milhões de hectares, dos quais 16,6 milhões de hectares transgênicos, eles poderão atingir US$ 4,8 bilhões no período.
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Projetando os dados atuais do cultivo da soja e do algodão transgênicos, a estimativa do estudo da Céleres é de que a sociedade brasileira terá recebido benefícios sócio-ambientais bastante expressivos até a safra 2016/17. Para chegar a essa conclusão foram considerados os plantios acumulados nesse período de aproximadamente 320 milhões de hectares de soja, dos quais 274 milhões de hectares seriam de soja RR, tolerante a herbicidas à base de glifosato, e de 23 milhões de hectares de algodão, sendo 16,6 milhões de algodão Bollgard, resistente a insetos. O estudo da Céleres ouviu 93 agricultores de soja em sete estados (MT, MS, GO, MG, BA, PR e RS) e 90 produtores de algodão em cinco estados (MT, MS, GO, MG e BA).
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A consultoria Edgar Pereira & Associados, no relatório "Impactos Econômicos das Culturas Geneticamente Modificadas no Brasil" (2007), concluiu que a adoção da transgenia oferece "menores riscos de intoxicação e contaminação dos homens e dos animais em decorrência da menor utilização dos inseticidas". Ao eliminar a necessidade de diferentes tipos de inseticidas, reduz-se a exposição dos trabalhadores rurais a esses produtos, melhorando a saúde do agricultor.
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O estudo Impacto Global de Culturas Biotecnológicas: Impactos sócio econômicos e ambientais 1996-2006 dos autores Graham Brookes e Peter Barfoot avalia os impactos ambientais das culturas GM, e calcula as alterações no uso de pesticidas nessas lavouras para cada ano em que a cultura esteve disponível em países onde plantas transgênicas eram cultivadas. Além de quantificar as variações nos volume total de pesticidas usados, também foram analisadas as alterações nos 'rastros ambientais' com culturas GM usando um quociente de índice ambiental conhecido como EIQ (Environment index quotient), que é usado para comparar pesticidas específicos usados em culturas GM e não GM.
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Os autores relatam que onze anos após sua comercialização, as lavouras biotecnológicas tiveram impactos positivos e significativos no meio ambiente global.
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Os agricultores reduziram o uso de pesticidas em mais de meio bilhão de libras (286 milhões kg) desde 1996, uma redução de cerca de 8%. Em comparação, este volume representa em torno de 40% do volume anual de pesticidas usado na União Européia.
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Como resultado da redução no uso de pesticidas, em âmbito global, os impactos no meio ambiente do uso de pesticidas aplicados às lavouras transgênicas foram reduzidos em mais de 15%.
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As culturas transgênicas contribuíram para redução significativa da emissão de gases causadores do efeito estufa a partir das práticas agrícolas em 14,8 bilhões kg de dióxido de carbono. Isso equivale a retirar cerca de 7 milhões de carros das ruas em um ano.
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Em 2006 as lavouras GM provocaram a redução do uso de pesticidas e de aragem. Isto reduziu o uso de combustível nas lavouras e permitiu a redução de mais de um bilhão de quilos da emissão de dióxido de carbono.
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As lavouras GM também facilitaram a redução dos sistemas de plantio indireto e direto, com mais resíduos de plantas sendo armazenados ou seqüestrados no solo. O seqüestro de carbono economizou o equivalente a cerca de 14 bilhões de quilos na emissão de dióxido de carbono, em 2006.
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Os relatórios confirmam que os agricultores obtiveram melhores rendas em todos os países onde as lavouras transgênicas foram produzidas.
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Em 2006, os agricultores que plantaram lavouras GM ganharam mais de US$ 7 bilhões extras, quando comparados aos agricultores que não plantaram OGMs.
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Desde 1996, a renda global agrícola proveniente de lavouras biotecnológicas aumentou em um total acumulado de US$ 33,8 bilhões, com a combinação de maior produtividade e redução de custos.
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Os agricultores em países em desenvolvimento ficaram com a maior parte da renda extra proveniente de lavouras biotecnológicas, a maioria de algodão resistente a insetos e de soja tolerante a herbicidas.
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Cerca da metade desta renda aumentada (US$14,54 bilhões) deve-se aos ganhos com o rendimento da lavoura, e dos custos reduzidos com a produção.
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As lavouras GM contribuíram para aumentar a produção global de milho, soja, algodão e canola, em 2006.
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A maior produtividade com as lavouras GM proporcionou volumes adicionais de soja (11,6 m tons), milho (9,65 m tons), algodão (1,38 m tons) e canola (0,21 m tons).
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Os autores percebem que, provavelmente, os preços mundiais teriam sido muito mais altos não fosse pelas lavouras GM, em 2006.
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