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Descobertas preliminares de um estudo com 30 cultivos demonstra economias significativas nos custos de produção. NOVA YORK - Segundo Leonard Gianessi, importante especialista na área de gerenciamento de pragas, os resultados de uma pesquisa preliminar confirmam os principais benefícios que a biotecnologia já trouxe aos agricultores de soja, milho e algodão, diminuindo o uso de pesticida e reduzindo os custos de produção. "Pela primeira vez, o estudo (Potencial da Biotecnologia para Melhorar o Gerenciamento de Pragas nas Lavouras nos Estados Unidos) começa a quantificar o valor potencial e os benefícios da biotecnologia para agricultores de uma ampla variedade de outras importantes lavouras americanas, inclusive a de mamão papaia, citros e framboesa, entre outras", diz Gianessi, Pesquisador Associado Sênior do NCFAP (Centro Nacional de Política Agrícola e Alimentar). Essas informações foram apresentadas em uma coletiva de imprensa promovida pela American Medical Association (Associação Médica Americana) sobre a biotecnologia de alimentos, em 4 de outubro de 2001. Gianessi diz que os benefícios econômicos e ambientais da biotecnologia agrícola têm sido amplamente divulgados por vários anos, com relação às lavouras negociadas na bolsa de mercadorias, tais como as de soja, algodão e milho. O estudo de Gianessi, em co-autoria com Cressida S. Silvers, conduz essa discussão a uma nova direção - uma análise de muitos novos cultivos, regiões e aplicações. No total, o estudo envolve 30 novos cultivos diferentes e 44 casos de estudo distintos. O relatório final será liberado em dezembro. Gianessi expôs, na coletiva de imprensa da AMA, oito dos casos do estudo. "Estabelecemos que a biotecnologia pode oferecer benefícios substanciais aos agricultores de milho, soja e algodão", explica Gianessi. "Esse novo estudo confirma que esses benefícios também podem ser estendidos aos agricultores de uma ampla gama de cultivos, em diversas regiões agrícolas. Em muitos casos, a biotecnologia pode até salvar toda uma indústria em uma região ou estado, tais como a indústria de mamão papaia no Havaí ou a de citros, no Texas." Relatos de casos ilustram uma série de benefícios agrícolas: As descobertas preliminares de Gianessi indicam uma ampla variedade de benefícios atuais e potenciais da biotecnologia, tais como: A soja geneticamente modificada, tolerante a herbicidas, reduziu os custos anuais dos agricultores em US$ 7,5 por hectare, o que representa US$ 735 milhões pelos cerca de 20 milhões totais de hectares. Os agricultores podem economizar US$ 30 milhões por ano nos custos de controle manual de plantas daninhas, cultivo e pesticidas, com uma redução de 2 milhões de kg de pesticidas por ano. Os agricultores americanos ganharam US$ 99 milhões adicionais em sua receita anual líquida por meio da produção de um incremento de 120 milhões de kg por ano de algodão resistente a insetos, eliminando o uso de 1,2 milhões de kg de pesticidas por ano. Os agricultores da Flórida poderiam ter um aumento de produção de 10 milhões de kg anuais, com um valor adicionado de US$ 3,9 milhões por ano. Isso poderia resultar em uma redução de 79% no uso de pesticidas. A biotecnologia é tida como salvação da indústria de mamão papaia do Havaí, que produz 24 milhões de kg, com um valor de US$ 17 milhões anuais. É provável que essa tecnologia ajude a evitar a perda da indústria cítrica do Texas, que anualmente produz um total de 280 milhões de kg, com um valor de US$ 48 milhões. Pela biotecnologia, os agricultores poderiam salvar 4,5 milhões de kg de framboesas por ano de danos provenientes de vírus, adicionar US$ 11 milhões ao valor da produção e reduzir os agentes de fumigação em 50% (180.000 kg por ano). A biotecnologia poderia reduzir o uso de inseticidas em 44.000 kg por ano, com uma economia para os agricultores da ordem de US$ 10,7 milhões/ano. "Esse estudo confirma o importante papel da biotecnologia na produção de alimentos. Ela pode contribuir para sua crescente qualidade, de maneiras ambientalmente atraentes, tanto para os agricultores como para os consumidores. Ela também pode ajudar a aprimorar a sustentabilidade de agricultores de muitas regiões ameaçadas por difíceis pressões econômicas e ambientais", conclui Gianessi. Nota: O relatório completo, "O Potencial da Biotecnologia para a Melhoria do Gerenciamento do Controle de Pestes nos Estados Unidos," será divulgado em dezembro. O NCFAP é uma organização não-governamental, com sede em Washington D.C. que provê pesquisa objetiva e informação educacional sobre assuntos relacionados às políticas agrícolas americanas e globais. Há mais de 14 anos, o NCFAP tem ajudado as pessoas a fazer escolhas mais embasadas de políticas relacionadas com agricultura, comércio internacional, segurança de alimentos, uso de pesticidas e desenvolvimento internacional. A elaboração desse relatório é financiada pela Fundação Rockefeller, Organização da Indústria de Biotecnologia (BIO), Monsanto Company, Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CBI) e Associação Americana de Proteção à Lavoura (ACPA). Mais informações no endereço: http://www.ama-assn.org/ama/pub/article/4197-5322.html
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