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Testes rigorosos proporcionam a segurança necessária NOVA YORK - Segundo o Doutor Steve L. Taylor, um dos mais importantes especialistas em biotecnologia agrícola, esta ciência detém promessas de produção de alimentos livres de alergênicos, mas, antes que estes alimentos geneticamente modificados sejam disponibilizados, eles devem passar por rigorosas avaliações científicas de segurança e aprovações regulamentares do mundo todo. "Acho que, a longo prazo, teremos alimentos que apresentam menos riscos, pois a biotecnologia vai eliminar ou diminuir seu potencial alergênico", diz o dr. Taylor, chefe do Departamento de Ciência Alimentar e Tecnologia e Diretor do Centro de Processamento de Alimentos da Universidade de Nebraska, em Lincoln (EUA). Essas informações foram apresentadas em uma coletiva de imprensa promovida pela American Medical Association (Associação Médica Americana) sobre a biotecnologia de alimentos, em 4 de outubro de 2001. O Dr. Taylor afirma também que a biotecnologia é a única nova tecnologia que pode ser capaz de suprir as necessidades nutricionais globais, face à contínua diminuição das terras cultiváveis e ao crescente aumento da população. "Eu acho que precisamos cada vez mais dessa tecnologia e acredito que, a longo prazo, ela se tornará o padrão." Praticamente todos os alérgenos são proteínas. Quando um alimento é geneticamente modificado, uma nova proteína pode ser introduzida no alimento resultante. De acordo com o dr. Taylor, "felizmente, poucas proteínas são alergênicas. Existem talvez entre 50 e 100 proteínas alergênicas conhecidas em alimentos. Os alimentos mais comuns que provocam alergia contêm mais de uma proteína alergênica. Possivelmente, a maior parte dos alérgenos existentes já deve ter sido identificada, porém muitos dos alérgenos não identificados de alimentos são, em minha opinião, provavelmente muito similares àqueles já identificados em outros alimentos relacionados. Por exemplo, o alérgeno da truta não deve ser muito diferente daquele do salmão, pois essas duas espécies são aparentadas. Conseqüentemente, as chances de se criar um novo alergênico são muito reduzidas." "Assim sendo, o risco de alergia nos alimentos geneticamente modificados é bem baixo," declara o Dr. Taylor. "Existem boas formas de prever o potencial alergênico de um alimento geneticamente modificado e esses métodos têm sido submetidos a consideráveis debates ao redor do mundo. Estamos chegando a um tipo de acordo com relação às técnicas que podem e devem ser tomadas. Como participante desses debates, sou um advogado dos empreendimentos comerciais que fazem avaliações alergênicas adequadas, usando abordagens que já foram discutidas internacionalmente e acordadas." O maior risco de se criar um alérgeno ocorre quando um gene é obtido de uma fonte reconhecidamente alergênica. O gene da fonte alergênica poderia produzir uma nova proteína no alimento novo, que contém o alérgeno da fonte original. "Entretanto, é bastante fácil determinar se um alérgeno conhecido foi introduzido. O soro do sangue de pessoas alérgicas ao material de origem pode ser testado para verificar se o alérgeno foi transferido. Eu acho difícil acreditar que poderíamos introduzir alérgenos conhecidos por meio da biotecnologia", assegura o dr. Taylor. "Modificar alimentos com genes que derivam de fontes não-alérgenas é prática comum na biotecnologia comercial. Os cientistas comparam a estrutura de uma proteína nova à estrutura de alérgenos conhecidos. Se semelhanças são encontradas, eles devem descartá-las, pois seria oneroso o seu desenvolvimento", comenta o dr. Taylor. "Se a nova proteína passar nesses testes rigorosos, acredito que seja seguro adicioná-la à cadeia alimentar, sob o ponto de vista da alergenicidade. Se não passar em algum desses testes, eu então votaria contra sua inclusão nos suprimentos de alimentos para o consumo humano ou animal." "Na Universidade do Alabama A&M (EUA) estão sendo conduzidas pesquisas para diminuir o potencial alergênico do amendoim, através da remoção de seus três maiores alérgenos. Isso não faria do amendoim um hipoalergênico, mas reduziria a possibilidade de crianças se tornarem sensíveis a ele. A biotecnologia também pode ser utilizada para alterar os alérgenos dos alimentos, de forma que possam ser usados para a produção de vacinas que talvez contribuam para a cura de alergias alimentares. Entretanto, ainda nos resta fazer muita pesquisa nessa área," previne o dr. Taylor. "Os cientistas também estão tentando eliminar completamente os alérgenos de alimentos através da biotecnologia. Infelizmente não temos exemplos atuais, pois isso é uma coisa muito difícil de ser feita", explica o dr. Taylor. "Progresso tem sido feito com o amendoim. Provavelmente, levará alguns anos até que resultados efetivos possam ser anunciados. O progresso poderia ser acelerado, se houvesse mais financiamentos e investimentos nessa área." Nota: A pesquisa do dr. Taylor tem o apoio de doações de um consórcio de 31 fabricantes de alimentos para o Food Allergy Research and Resource Program (Programa de Pesquisa e Fonte de Alergia Alimentar) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O dr. Taylor dá consultoria a diversas empresas de alimentos no que diz respeito à sua segurança, nenhuma das quais relacionada com a biotecnologia de alimentos. Mais informações no endereço http://www.ama-assn.org/ama/pub/article/4197-5322.html
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